Na Idade das Trevas, já no dia seguinte, pela manhã, as dolls se preparavam para ir embora.
- Espero que voltem o mais rápido possível. – disse Kendra pondo a mão no coração.
- Voltaremos assim que pudermos. – adiantou-se Nicole sorrindo.
- E lembrem-se de praticarem os poderes... Vai ajudar bastante se vocês fizerem isso. – pediu Althea.
- Vamos praticar. – disse Ashley, confiante.
As dolls e Melissa abraçaram as bruxas e se despediram com a promessa de que voltariam em breve, mais fortes do que nunca.
- Vamos fazer o encantamento, agora. – dizia Nicole segurando firme o Cristal de Etafa. – Mentalizem a nossa casa, meninas. – pediu ela. – Você também, Melissa.
As dolls fecharam os olhos e deram as mãos. Cada uma focalizava a mesma imagem: a sala da casa das dolls, lugar de onde tinham desaparecido, no presente.
- Vamos. – pediu Nicole e as outras entenderam que era a hora de recitar o encantamento.
- “Através do tempo e do espaço, nos leve ao local desejado. Que nosso destino em mente seja então concretizado.” – disseram todas as dolls e Melissa, juntas.
Instantaneamente o Cristal começava a emitir a forte luz, como de costume, e as dolls e Melissa desapareceram de vista, deixando as bruxas muito orgulhosas de si.
- Elas estão cada vez mais poderosas... – comentou Indra, animada.
- É o destino delas... – murmurou Kendra, confiante.
- Vamos convocar as nossas irmãs. – sugeriu Althea. – Precisamos de uma reunião extraordinária para atualizá-las sobre as noites de treinamento com as meninas.
- Boa ideia, irmã. – concordou Kendra, decidida.
Mesmo com toda a diferença tempo-espaço, as dolls viajavam no tempo, através da magia. Lewis Hamilton ainda estava na porta de entrada da casa das dolls, insistindo em entrar para vê-las. Já passava das sete horas da noite e Leo e Gabriel o impediam de entrar.
- Não acredito que vocês vão me impedir de entrar! Fala sério! – resmungava Lewis forçando a barreira feita por Leo e Gabriel.
- Espera, Lewis... Calma! – pedia Leo, nervoso.
- Não tem “calma” certa! Nicole é minha namorada e eu também tenho direito de estar aqui, como vocês. – bufou Lewis, irritado, empurrando Leo e Gabriel para o lado e abrindo a porta da casa.
Graças à magia e à Grande Deusa, como diria as bruxas, as dolls voltaram ao passado nesse exato momento em que Lewis abria a porta. Se elas se atrasassem mais um pouco, Lewis poderia tê-las visto aparecendo no ar.
- Chegamos! – exclamou Jessica assim que abriu os olhos e verificou que estava na sala da casa.
Lewis abriu a porta da sala e deu de cara com as dolls e Melissa.
- Le-lewis? – gaguejou Nicole, surpresa.
- Oi, amor! – disse ele, carinhoso, andando em direção à ela e dando-lhe, em seguida, um grande beijo. – Me aborreci com o Leo e com o Gabriel, agora. – dizia Lewis olhando para os outros rapazes que acabavam de entrar na sala também.
- O que houve? – perguntou Kimberly, confusa.
- Eles não queriam que eu entrasse na casa... Imagine! – resmungou Lewis, irritado.
As dolls cruzaram olhares com Leo e Gabriel e entenderam todo o plano.
- Mas, Lewis... É que... – começou Nicole se enrolando na desculpa.
- Eu avisei que vocês estavam ensaiando, na sala de dança. – murmurou Gabriel.
- Exatamente! – adiantou-se Melody.
- E fomos nós que pedimos a eles para que não fôssemos interrompidas. – mentiu Nicole, por fim.
- Mas por quê? – perguntou Lewis, confuso.
- Por que estávamos ensaiando coreografias para novas músicas e isso requer muita concentração. – disse Ashley.
- E quem é essa? – perguntou Lewis franzindo a testa ao olhar para Melissa.
- Ela é... – começou Nicole, tensa. – Nossa vizinha! – mentiu.
- Hum... – Lewis parecia não ter entendido.
- Ela veio nos dar umas ideias para as coreografias. – continuou Jessica. – Precisávamos de algo ainda mais jovem nas nossas danças e a Melissa soube dar essa ideia.
- Entendi. – disse Lewis realmente convencido. – Então... – e ele se virou para Leo e Gabriel. – Me desculpem, rapazes. Fui meio inconveniente com vocês e...
- Tudo bem, Lewis... Acontece. – disse Gabriel dando tapinhas no ombro dele.
- Se vocês me dão licença, queria ficar um pouco a sós com a Nic... – pediu Lewis.
- Claro, claro... – disseram algumas dolls.
Lewis saiu da sala levando Nicole para os fundos da casa, na área da piscina. Na sala, com a ausência de Lewis, as dolls e os rapazes se abraçavam.
- Nossa, Kim, que saudade! – dizia Gabriel abraçado à namorada e enchendo-a de beijos. – Sei que vocês só ficaram fora por algumas horas, mas...
- Horas? – exclamou Kimberly, surpresa. – Nós passamos três noites na Idade Média.
- Três noites?! – exclamou Leo, assustado, ao ouvir a conversa.
- Sim. – confirmou Jessica enquanto acariciava os cabelos de Leo.
- Essa coisa toda de espaço-tempo é uma verdadeira confusão né? – comentou Melody rindo.
- Então vejo que as coisas foram boas por lá... – comentou Gabriel, esperançoso.
- Sim, sim, foi ótimo! – adiantou-se Ashley. – Fizemos ritos de iniciação e até combinamos nossos poderes assim como no Egito.
- Eu nunca fiz nada tão especial. – murmurou Melissa, pensativa.
- E você se saiu muito bem! – aprovou Melody. – Só precisa acreditar mais em você, Mel. Ser mais confiante...
- Obrigada! – e dizendo isso, Melissa abraçou Melody.
- Agora, continuamos com a missão de voltar para lá para tentar impedir que minha premonição aconteça. – continuou Ashley, tensa.
- Ah, sim... – disse Leo, curioso. – E o que mais?
- Tenho que ter uma visão sobre o nascimento de Luna. – continuou Ashley.
- Você vai conseguir... – disse Gabriel animando a amiga.
- Ai... O mais estranho, lá, foi fazer esses ritos de iniciação sem roupas. – disse Kimberly, tensa. – Além de eu ficar super envergonhada... Estava muito frio e...
Todos riram.
- Todas vocês ficaram nuas nos ritos de iniciação? – perguntou Leo, curioso.
As dolls confirmaram que sim. Melissa olhava para o chão, pensativa.
- E você, Melissa? Também fez esse ritual? – perguntou Gabriel.
- Não, não... Ainda não. – disse ela, envergonhada. – As bruxas disseram que da próxima vez que nós voltássemos para lá, seria a minha vez de realizar os ritos.
- Caramba! Vai ser meio puxado pra você né? – disse Melody. – Como você tem os cinco poderes, você vai ter que fazer os cinco ritos...
- Bom, não foi bem assim que Althea me informou. – disse Melissa lembrando-se de uma conversa particular que teve com a bruxa. – Ela me disse que havia um tipo de ritual de iniciação para os cinco poderes, de uma só vez.
- Como assim? – perguntou Kimberly, curiosa.
- O ritual de iniciação pode ser feito separadamente, por poderes, ou envolvendo todos os poderes. – disse Melissa. – E como eu tenho todos os cinco poderes Elementais é melhor que eu faça esse tipo de ritual que envolve todos os poderes.
- Entendi. – disse Jessica, pensativa.
- Não via a hora de voltar pra casa... – murmurou Kimberly depois de ter dado mais um beijo em Gabriel.
- Ah, confesso que o Leo e eu estávamos muito preocupados com a demora de vocês. – disse Gabriel, sério. – Pior que não podíamos manter contato nem nada...
- É mesmo... Não tínhamos como manter contato. – confirmou Ashley.
Melissa checava, agora, o relógio na parede da casa.
- Gente, eu... Eu preciso ir. – disse ela, pensativa. – Já que estive fora por algumas horas, preciso voltar pra casa. Já é noite!
- Tem certeza de que não quer ficar mais, Mel? – perguntou Jessica. – A gente podia conversar mais e...
- Não, não... Muito obrigada pelo convite, mas preciso ir mesmo. – disse ela, sem graça.
- Tudo bem então. – disse Melody sorrindo.
Melissa se despediu das dolls e dos rapazes e Nicole e Lewis voltaram à sala no exato momento.
- Já está de saída, Mel? – perguntou Nicole, surpresa.
- Ah, Nic... Já. – confirmou Melissa indo até Nicole e dando-lhe um abraço.
- O Lewis bem que podia te dar uma carona até a sua casa. – disse Nicole, sem se dar conta no que acabara de dizer.
- Como assim? Carona? – disse Lewis, confuso. – Vocês não disseram que ela é vizinha de vocês?
As dolls se entreolharam, confusas.
- Oh, sim, sim... – adiantou-se Jessica, forçando um riso. – É que a Melissa morava na última casa dessa rua, mas ela se mudou recentemente e ainda achamos que ela é nossa vizinha.
- Essa foi por pouco. – sussurrou Melody para Ashley.
- Ah sim. Agora fez sentido! – disse Lewis, rindo. – Então, menina? Quer uma carona?
- Nossa! Vai ser ótimo! – disse Melissa, encantada. – Uma carona com o maior piloto de corrida de todos os tempos...
Todos, na sala, riram.
- Ah, que nada... – disse Lewis rindo. – Mas eu nem corro tanto assim no trânsito. Vamos, eu te levo.
Lewis se despediu das dolls e dos meninos e, em seguida, saiu com Melissa. Dentro de alguns minutos, Lewis deixava Melissa perto da casa dela.
- Muito obrigada. – disse Melissa sem graça.
- Ah, de nada. – respondeu Lewis sorrindo.
Assim que Melissa entrou em casa, se deparou com Janet sentada no sofá da sala. Certamente a madrasta a estava esperando.
- Onde estava, mocinha? – perguntou Janet na insuportável voz de desconfiança que sempre fazia quando estava intrigada com alguma coisa.
- Na casa da Anne... – mentiu Melissa.
- Mentira! – disse Janet alteando a voz e se levantando do sofá. – Eu liguei, inclusive, para a casa da Anne e ela me disse que você não estava lá.
Melissa engoliu em seco. Deveria ter pedido à Anne para acobertá-la, mas como contaria seu maior segredo para a melhor amiga? Melissa não sabia o que fazer diante daquela situação perante Janet. O que inventaria então?
- É que... Bom... Eu estava na casa do John, na verdade. – continuou Melissa.
- John? – disse Janet arqueando a sobrancelha. – Quem é John?
- Ele é...
- Está namorando, Melissa? – disse Janet em tom curioso.
- Não, não... – mentiu. – Ele é só um amigo que conheci no show das Pussycat Dolls e...
- Sei, sei...
Janet se preocupava com a ausência de Melissa, pois sabia do envolvimento dela com as Pussycat Dolls. Era graças à Janet e ao seu irmão demônio, Charlie, que Melissa tinha conhecido as dolls. Eles tinham movido os negócios para que as dolls fizessem o último show da turnê em Nova Iorque e se certificaram de que Melissa comparecesse ao show. Claro que o fato de Anne trocar de lugar com a amiga e deixá-la ir ao camarim foi tudo apenas coincidência e sorte... A sorte parecia estar pendendo, na balança, para o lado do Mal.
Tudo estava acontecendo graças a uma grande armação de Charlie e Janet, que sonhavam em dominar o submundo e para isso, teriam que roubar os poderes Elementais que pertenciam a Melissa. O objetivo principal de Janet, mesmo sendo mortal e não um demônio como seu irmão, era destruir Melissa. Janet só havia se casado com Paul, pai de Melissa, pois já sabia que a falecida mãe dela, Brianna, era descendente de uma linhagem poderosa de bruxas e, por conseguinte, sua filha herdara todos os poderes.
- Vou pro meu quarto. – adiantou-se Melissa.
- Vá, querida... Vá... – disse Janet calmamente enquanto pensava em mil coisas.
Janet tinha grande vontade de, além de roubar os poderes de Melissa para o irmão, roubar os poderes das Pussycat Dolls para si própria. Só assim conseguiria bons poderes e não governaria o submundo, ao lado do irmão, sendo uma simples mortal. O problema era como conseguir roubar os poderes das dolls. Charlie assegurava que a magia das dolls era muito antiga e que para dominar os poderes, não bastava ter apenas o domínio do Cristal, mas também de uma arca. Janet e Charlie nem imaginavam que a arca estava sob a posse das dolls, ali em Nova Iorque e não no Egito.
- Tudo em seu tempo, Janet... – murmurou a madrasta para si mesma. Ela sabia que conseguir dominar os poderes das dolls seria complicado, mas os de Melissa já eram mais fáceis de se obter. O plano de Charlie tinha que funcionar: dedurar a Irmandade da Grande Deusa para a Inquisição, pois só assim todas as bruxas seriam queimadas, inclusive Megan, a bruxa grávida de Luna, mulher que dará origem à linhagem de poderes Elementais. E se Luna não nascer, Melissa não existirá mais, no presente. Só que antes de queimar as bruxas, Charlie se certificaria de retirar os poderes de Melissa, no passado.
Em seu quarto, Melissa sentou-se na sua gostosa cama e em sua cabeça passavam várias imagens: a viagem ao passado; a amizade com as dolls; a combinação dos poderes; o beijo com John; seu pai, doente... Eram tantas coisas que ela pensava, que precisou deitar para relaxar mais.
Deitada na cama, Melissa pegou o celular e viu que havia duas chamadas não-atendidas.
- John... – sussurrou ela ao ler o nome do namorado no visor do telefone.
Discou o número dele, nervosa, mas cheia de vontade de falar com o rapaz.
- Oi, John... – disse ela, envergonhada.
- Oi, Mel! – disse ele numa voz bastante animada. – Eu te liguei duas vezes e você não atendeu... Está tudo bem por aí?
- Ah, sim, sim... Eu tinha saído pra dar uma volta, mas nem levei o celular. – mentiu ela. Se ela contasse que tinha estado na Idade das Trevas por três dias, John certamente iria achar que ela estava louca.
- Ah, entendi. – disse ele. – Só liguei pra dizer que... Bom, hoje foi... Incrível!
Melissa estava sem palavras. Na sua cabeça, ela sabia que tinha dormido três noites na Idade Média, mas voltando a pensar melhor, ainda estava vivendo o mesmo dia em que dera seu primeiro beijo com John.
- Ai, John... – começou ela, nervosa. – Eu digo o mesmo... Foi um momento perfeito.
- Não consigo parar de pensar em você, Mel. – disse ele, por fim.
- Ah, que lindo! – exclamou Melissa, baixinho.
- Nosso beijo foi tão bom, tão especial, tão... Mágico. – completou John. – Quero viver mais momentos assim com você.
- Eu também, John... – concordou ela. – Você é muito especial e bem diferente dos outros garotos da sua idade. Você é educado, simpático, engraçado, super legal e claro, muito lindo. – e ela sorriu, envergonhada. – Isso me encantou e me encanta muito...
- Poxa, Mel... Nem sei se sou tudo isso... – ele riu, nervoso.
- Claro que é.
- Você é que é realmente uma garota maravilhosa. Além de linda, é super inteligente e eu admiro muito isso em você.
- Eu te amo, John. – disse ela, por fim, cheia de alegria. Seu coração batia feliz.
- Eu te amo, Mel. – respondeu ele. – Espero te ver amanhã, depois da sua aula. Pode ser? – perguntou ele, esperançoso.
- Claro que sim. – disse ela, animada.
- Te espero do outro lado da rua, em frente à sua escola. – concluiu John.
- Certo.
- Então... Até amanhã e... Boa noite, Mel.
- Boa noite.
Assim que desligou o telefone, Melissa se esqueceu um pouco das outras imagens que se passavam na sua cabeça, antes, e focou-se apenas em John. Parecia um sonho estar namorando aquele garoto tão bonito, tão legal... Melissa se lembrava que tinham ido ao passado por volta das cinco da tarde e, agora, já passava das sete da noite. Demoraram dias, no passado, e no presente, horas.
- Meu pai! – exclamou Melissa, só agora se dando conta de que ainda não tinha ido ver o pai desde que chegara em casa.
Ela destrancou a porta do quarto e correu para o quarto do pai. Por sorte, Janet estava na cozinha.
- Pai... Que saudade! – murmurou ela abraçando o pai, deitado na cama.
- Ah... – disse o pai acordando do seu cochilo. – Oi, filha!
- Ai, desculpa, te acordei...
- Acordar com você é a melhor coisa que pode acontecer. – disse o pai na fraca voz de sempre.
Melissa se lembrava de outra coisa que a preocupava: os falsos remédios que Janet dava ao marido. Deviam ser uma espécie de veneno, pois o pai de Melissa piorava cada vez mais. Assim que tivera sua visão sobre os remédios, no alto da estante, Melissa verificou que estavam lá, mas depois que Janet a pegara no flagra, os remédios haviam sumido dali. Onde será que Janet havia escondido os remédios, agora?
- Pai, eu quero tanto que o senhor fique bom... – dizia Melissa segurando, firme, a mão dele.
- Eu vou ficar, querida... – disse ele, sério.
Por mais que falasse para ter cuidado com Janet, seu pai não a escutava e confiava fielmente na segunda esposa.
- Deixe ele descansar, Melissa. – disse a fria voz de Janet chegando ao quarto.
Melissa olhou feio para a madrasta e, em seguida, voltou ao seu quarto e trancou a porta.
- Preciso de um feitiço de localização. Só assim acharei onde Janet esconde os falsos remédios. – disse para si mesma. Melissa pegou o Livro das Sombras que pertencera à mãe e o folheou. Era um livro bastante desgastado e bem velho. Melissa descobrira que se tratava do mesmo livro que as bruxas usavam, no passado, embora a versão do livro na Idade Média fosse mais grossa e conservada. Quem teria, então, arrancado as páginas daquele livro, no presente? Quem cometeria tal ato de vandalismo?
- Feitiço para desaparecer, feitiço para trazer paz... Feitiço para evocar algo ou alguém perdido... – murmurava ela enquanto folheava o livro. – É esse! Só pode ser... Ai, mamãe... Preciso da sua ajuda. – Melissa pensava na mãe e no quanto seria bom se ela estivesse viva, ao seu lado, lhe orientando na magia.
Melissa leu o encantamento, mentalmente, e achou que poderia funcionar. Seguindo as ordens do livro, ela pôs cinco cristais, no chão, formando um círculo e segundo o livro, era ali dentro que o objeto perdido apareceria.
- Vamos lá, Mel! – disse para si mesma, se encorajando. – “Mostre-me aquilo que está oculto sob o tempo, mostre-me o que está perdido em meu pensamento.”
Ao concluir as palavras, Melissa sentiu uma brisa invadindo-lhe o quarto, embora as janelas estivessem fechadas. Ela começava a achar que o feitiço daria certo e que as cartelas de remédios apareceriam no centro do círculo de cristais.
De dentro do círculo, porém, estranhas luzes começaram a brilhar e a ficar cada vez mais intensas, fazendo Melissa fechar os olhos, e assim que desapareceram, lá estava no centro do círculo de cristais: Brianna.
Assim que Melissa abriu os olhos, sentiu um arrepio percorrendo-lhe todo o corpo e uma vontade imensa de chorar tomou conta dela.
- Mamãe?! – exclamou Melissa ao ver a imagem da mãe, perfeita, embora um pouco transparente. Brianna estava em forma de fantasma, dentro do círculo de cristais.Continua no próximo capítulo...
(FALTAM 05 CAPÍTULOS PARA O FIM DA SÉRIE)