Melissa já apresentava os olhos vermelhos de cansaço. Estava de braços cruzados, recostada na cadeira e apoiando os pés na mesa, em seu quarto. De vez em quando dava cabeçadas no ar, devido a tanto sono...
- Os... remédios... Janet. – Melissa balbuciava algumas palavras. Seu subconsciente não pensava em outra coisa a não ser em Janet e em sua reação quando soubesse que os comprimidos que matavam Paul haviam sumido.
Depois de uma forte cabeçada no ar, Melissa despertou bruscamente, quase caindo da cadeira.
- Nossa! Chega de ficar sentada... – disse ela a si mesma, de pé. – Não posso dormir! Tenho que pegar os remédios e... – e ela punha a mão na cabeça, nervosa. – Como eu vou fugir com meu pai, caso dê tudo errado?
Assim que desviou o olhar para o relógio, em seu pulso, Melissa se assustou ao ver que o relógio indicava 03:34h. Já estava mais do que na hora de fazer de vez o “assalto” e roubar os remédios escondidos. Resolveu, então, abrir a cortina e, depois, abriu a janela. A brisa noturna brincou com os cabelos louros da bruxa e aquilo a fez sorrir.
- Mãe, onde você estiver... Me ajude e torça por mim. – disse ela ao vento frio que incidia contra seu rosto.
Depois disso, Melissa destrancou a porta do quarto de maneira que não fizesse barulho algum e saiu para fora do quarto. Pé ante pé, Melissa foi cuidadosamente à sala. Trazia em sua mão uma mini-lanterna para facilitar na busca.
“Eles estão embaixo do assoalho que fica atrás do sofá da sala.” A voz da mãe ecoava na cabeça de Melissa.
“Como é que eu vou arrastar esse sofá sem fazer barulho?” pensava a bruxa.
Cuidadosamente, ela segurou firme o sofá e começou a arrastá-lo para a esquerda, de modo a distanciá-lo da parede. Iic! Um barulho de chão sendo arranhado ecoou pela escura e silenciosa sala.
- Droga! – resmungou Melissa, baixinho. Decidiu se agachar e ficar quieta por alguns segundos, só por precaução.
Como não havia sinal de ninguém por ali, ela se levantou outra vez e se preparou para arrastar o sofá outra vez.
- Humm...! – gemia Melissa, baixinho, enquanto arrastava o sofá. – Pesado...
Com muita dificuldade, depois de conseguir arrastar o sofá até um lugar onde julgou que estivesse bom, Melissa ligou a lanterna e mirou-a no chão, para tentar localizar que em que parte do assoalho estaria escondida a cartela de remédios.
Melissa se agachou no chão e começou a tatear cada parte do assoalho. Segundos depois, percebeu que uma das tábuas, que compunham o extenso chão de madeira, estava meio solta.
- Aqui... – sussurrou ela, levantando a tábua e, finalmente, encontrando o esconderijo de Janet.
Com auxílio da lanterna, Melissa pôde ver que além da cartela de remédios, estavam escondidas, ali, algumas receitas médicas que certamente seriam falsificadas e, além disso, uma fotografia. Melissa franziu a testa ao observar aquela foto que trazia Janet, sorrindo, ao lado de um homem que tinha certos traços parecidos com os dela. Ao virar a foto, Melissa encontrou uma dedicatória. Uma caligrafia terrível, mas que dava para entender.
“Para minha irmã querida,
Que nós alcancemos nosso objetivo final...
Com amor,
Charlie”
- Charlie? – sussurrou Melissa a si mesma. Estava confusa. Como assim “irmão”? Janet tinha um irmão? Melissa nunca soubera disso... Que coisa mais estranha!
Mas, inesperadamente, uma voz feminina e diabólica irrompeu pela sala escura e silenciosa, assustando Melissa e fazendo-a sentir um arrepio agourento.
- O que você está fazendo aí, moçinha? – disse Janet num tom baixo, mas bem audível.
O coração de Melissa batia acelerado como nunca. O que faria, agora? Não havia bolado um plano propriamente dito...
- Eu... Eu... – Melissa tentou falar, mas ao contrário, só gaguejou.
- Agora, tenho total certeza de que você já sabe de tudo não é? – continuou Janet, se aproximando dela. Melissa ainda continuava agachada, perto do sofá. – Sua... Sua bruxinha insolente!
O coração de Melissa parecia que ia sair pela boca. “Meu Deus, e agora?” pensava Melissa, assustada.
- E agora, querida? – disse Janet, sarcástica. – Não vai usar seus poderes Elementais? Oh! É verdade, você não sabe usá-los né? – e ela gargalhou como uma daquelas bruxas malvadas bem típicas de desenhos animados.
Melissa levantou, nervosa, do chão, derrubando a lanterna que trazia em mãos. Nem se dera ao trabalho de segurar a cartela de remédios, pois sabia que a uma altura daquelas, não adiantaria mais nada...
- Janet... – murmurou Melissa, nervosa. Não sabia o que dizer, o que fazer.
- E, então, bruxinha? Vai me transformar em sapo? – Janet deu uma gargalhada mais alta que a anterior. Melissa jurou que, depois daquilo, o pai poderia até ter acordado.
Melissa mantinha, agora, uma expressão séria no rosto.
- Que foi, queridinha? Ficou muito surpresa por ter achado os remedinhos milagrosos do papai? – Janet riu, sarcástica. – Graças a esses maravilhosos comprimidos, seu querido papai vai morrendo lentamente... Len-ta-men-te. – Janet fez questão de pronunciar a última palavra bem devagar, em partes.
Foi então que, ou por simples impulso gerado pela adrenalina em seu corpo, ou mesmo por influência da sua magia interior, Melissa avançou, correndo, na direção de Janet e a empurrou para o lado, fazendo a madrasta cair no chão e bater a cabeça na parede.
- Aah! – gemeu Janet, enraivecida. – Sua imbecil, volte aqui!
Tudo o que aconteceu, a seguir, foi extremamente rápido. Melissa havia entrado no quarto do pai e trancado a porta. Sem perder mais tempo, começou a dar leves tapinhas no rosto do pai.
- Acorda, pai! Acorda! – pedia Melissa, nervosa.
- Fi-filha? O que está acontecendo? – disse o pai na fraca voz de sempre. – Cadê a Janet?
- Não dá tempo de explicar, pai! Precisamos sair daqui... – disse Melissa, rapidamente.
- Abram a porta, seus miseráveis! – Janet, já recuperada da pancada que levara, esmurrava a porta do quarto, agora. – Abram!
- Como eu tiro a gente daqui, pai? – indagou Melissa, andando de um lado para o outro, nervosa. – E meu livro? Não posso deixá-lo, aqui...
Nem Melissa entendera o que acabara de acontecer. Só em ela mentalizar que precisava do livro, fagulhas brilhantes apareceram, no ar, e rapidamente, o livro ganhou forma, ali, no quarto do pai de Melissa.
- Como...? – ela murmurou, nervosa, assim que o livro parou de levitar e caiu no chão, aos seus pés.
- Abram a porta! – Janet continuava gritando, do lado de fora.
- Pai, vamos fugir daqui. – disse Melissa já segurando o livro em uma das mãos. Com a outra mão, segurou firme a mão do pai. – Eu só não sei como.
- Faça um... Feitiço. – o pai conseguiu dizer.
Ela sabia que deveria fazer isso, só não sabia como fazer.
- Pensa, Melissa, pensa... – dizia a si mesma.
Mas enquanto isso, Janet invocava o irmão demônio, Charlie, que aparecera instantaneamente ao seu lado.
- O que houve, irmã? – perguntou ele, sério.
- A bruxa está lá dentro com o pai. – respondeu Janet, furiosa. – Ela achou os remédios e... Bom, não há mais o que esconder. Ela já sabe de tudo. Derrube a porta e vamos pegá-los, Charlie.
- Claro. – respondeu o demônio, furioso.
As palavras que Melissa proferiu, a seguir, saíram do fundo do seu coração, em resposta ao extremo desespero em que se encontrava.
- “Poderes Elementais, nos tirem daqui, agora. Nos leve para a casa das Dolls, sem demora!” – disse ela, rapidamente, embora ainda achasse que a rima tinha sido um pouco sem graça. Nesse exato momento, Charlie havia explodido a porta do quarto, o que fez com que ele e Janet chegassem a ver uma bola de luz forte englobando Melissa e o pai.
- Nãão! – gritou Janet, irritada. Mas já era tarde demais.
Melissa e Paul haviam desaparecido do quarto.
- Miseráveis! – vociferou Charlie.
- E agora, o que fazemos? – perguntou Janet, decepcionada. – Não podemos invadir a casa das Pussycat Dolls e...
- Claro que não! – gritou Charlie, alterado. – Desculpe, irmã. – ele baixou a voz, tentando se acalmar. – Teremos que resolver esse problema lá, na Idade das Trevas. Elas certamente voltarão ao passado... E eu estarei pronto pra estragar tudo!
- Será que conseguiremos matar Paul também?
- Claro que sim! E também mataremos Melissa, assim que extrairmos os poderes dela.
- Perfeito! – disse Janet, animada.
Na casa das dolls, àquela hora (quase quatro horas da manhã), todos dormiam. A “aterrissagem” de Melissa não fora das melhores. Ela e o pai chegaram à casa das dolls sãos e salvos, porém, apareceram diante da mesinha de centro, na sala, o que fez, no escuro, Melissa derrubar um vaso de flores, causando um barulho bem desagradável.
Kimberly acordou, arfando, com o barulho. Gabriel ainda estava dormindo abraçado a ela.
- Ladrão! - Kimberly disse, com os olhos arregalados. – Ai, meu Deus! Acorda, amor! Acorda!
- Humm... Que foi, Kim? – perguntou Gabriel, bocejando.
- Ladrão! Acabei de ouvir um barulho vindo lá de baixo. – disse ela, nervosa.
- Vocês ouviram? – disse Nicole entrando, sem cerimônia, no quarto de Kimberly.
- Sim. – disse a loura, nervosa.
Nicole já trazia às mãos um pesado taco de baseball, que ganhara de Lewis certa vez.
- Vamos descer. – disse Nicole, séria. Nem ela sabia onde havia tirado tanta coragem.
- Que barulho foi esse? – dizia Jessica chegando à porta do quarto de Kimberly. Leo vinha logo atrás dela. Ashley também.
- Nossa! Alguém caiu? – dizia Melody, bocejando, que acabava de se juntar ao grupo.
- Não, Mel! – disse Nicole, baixinho, impaciente.
- Que é isso? Baseball a essa hora? – e Melody deu outro enorme bocejo. Mesmo com sono, e em plena madrugada, Melody conseguia ser irônica.
- Tem um ladrão na casa... – disse Nicole, nervosa.
- Eu vou ligar pra polícia! – disse Kimberly, assustada, pegando o celular.
- Não, não... Calma! – disse Jessica, atenta. – E se for só um gato que entrou pela janela da cozinha e...
- É... Nem pensei nisso. – disse Nicole, pensativa. – Mas, faremos assim... Eu desço com o Gabriel e a gente vai observar. Se virmos algum movimento estranho, corremos pra cá pra cima e...
- Eu já deixo o telefone da polícia preparado... Qualquer coisa, é só ligar. – adiantou Kimberly, séria.
- Meninas, Leo, fiquem juntos num só quarto... Se vocês virem a gente subindo correndo, se tranquem! – pediu Nicole, segura de si.
Nicole e Gabriel começaram a descer, bem devagar, as escadas que levavam ao andar de baixo da casa. Aquela escada nunca pareceu tão grande, pensava Nicole, insegura. Gabriel cutucou o ombro de Nicole assim que viu os vultos de Melissa e seu pai em meio à escura sala. Nicole não falou nada para não chamar atenção dos “ladrões”, mas também viu o que Gabriel acabara de ver.
Quando Nicole e Gabriel já pensavam em subir as escadas, correndo, e botar em ação o plano de ligar pra polícia, foram interrompidos por um gemido de dor vindo de um dos estranhos vultos. Era Paul, pai de Melissa, que gemia, agonizante.
- Me ajudem, por favor... – dizia Melissa, apoiando o braço de seu pai em seu ombro esquerdo.
- Melissa?! –exclamou Nicole, surpresa, ao reconhecer a voz da garota. Ela correu para a parede mais próxima onde certamente haveria um interruptor e acendeu a luz.
- Oh, meu Deus! – disse Nicole, assustada, ao ver a aparência do pai de Melissa. – Como você entrou, aqui, Mel?
- Fiz um feitiço e... Eu explico depois... – disse a bruxa, nervosa. – Me ajudem a colocar meu pai deitado em algum lugar, ele está muito fraco...
- Claro, claro. – adiantou-se Gabriel, correndo na direção de Melissa e seu pai e carregando Paul, colocando-o, em seguida, no sofá.
- O-obrigado. – disse Paul na fraca voz.
- Agora, me explica... – disse Nicole, sentando-se numa poltrona, perto do sofá onde o pai de Melissa repousava, agora. – Como vocês conseguiram chegar, aqui, e... À uma hora dessas...? – Nicole confirmou no relógio da parede da sala que eram mais de quatro horas da manhã.
- Improvisei um feitiço. – disse Melissa, séria. – Eu... Primeiro, tentei fazer um feitiço para me ajudar a encontrar uns remédios que Janet dava ao meu pai e que o fizeram ficar, assim, muito doente... Aí, inesperadamente, terminei invocando o espírito de minha mãe...
Nicole ficou boquiaberta ao ouvir aquilo.
- Depois disso, conversamos e enfim, minha mãe me contou onde era o esconderijo que Janet guardava os remédios.
- Sim... – dizia Nicole, séria.
- Então, resolvi roubar esses remédios, mas... A Janet levantou no meio da madrugada e me flagrou. – disse Melissa com a mão no queixo. – Então, corri pro quarto de meu pai e, como disse, improvisei um feitiço...
- Nossa! – exclamou Gabriel, impressionado.
O pai de Melissa ouvia tudo com o maior pesar. Como pudera se casar com aquela mulher tão má, tão cruel como Janet? Se ele soubesse que aquela mulher só queria atrapalhar a vida deles, nunca teria cedido aos encantos dela...
- Desculpe ter vindo pra cá assim, sem avisar e... – disse Melissa, sem graça.
- Oh, querida, não se desculpe! – adiantou-se Nicole, se levantando da poltrona e indo até Melissa para lhe dar um forte abraço. – Você é sempre bem-vinda, aqui.
- Obrigada, Nic. – disse Melissa, sentindo-se muito mais segura.
- Mas então... Essa tal de Janet... Ela viu você fugindo né? –perguntou Gabriel.
- Na verdade, não viu, mas, claro, já notou que eu e meu pai não estamos mais lá. No exato momento que estávamos desaparecendo do quarto, me parece que Janet conseguiu explodir a porta do quarto, só não sei como. – disse Melissa, preocupada. Ela não sabia que Charlie estivera ajudando a irmã naquela hora.
- Que coisa! – exclamou Nicole, assustada. – Mas e ela descobriu tudo sobre você, Mel? E agora?
- Na verdade, Nic... Minha mãe disse que a Janet sempre soube de tudo. – disse Melissa, triste. – E esse foi um dos motivos pelo qual procurou meu pai para se casar.
- Janet... – disse o pai de Melissa, fracamente.
- Fique calmo, pai. Estamos longe dela... – disse Melissa, séria.
Enquanto eles continuavam conversando, as dolls e Leo, no andar de cima, continuavam tensos.
- E aí? Nenhum sinal da Nic e do Gabriel. – disse Ashley, impaciente.
- Melhor a gente ir ver o que tá acontecendo. – disse Melody, já se dirigindo até a porta do quarto onde estavam.
- Não, Mel! Ficou doida?! – exclamou Kimberly, insegura.
- Ai! E se aconteceu alguma coisa? – murmurou Jessica, preocupada.
- Shh! Não podemos pensar em bobagens... – disse Leo abraçando a namorada.
- Eu voto pra nós descermos e ver o que tá acontecendo lá embaixo. – disse Melody levantando a mão.
- A Mel tem razão. – disse Leo também levantando a mão.
- Aha! A maioria vence e a maioria decide que nós devemos continuar, aqui. – disse Kimberly, segura de si.
- Tudo bem... Mas vão com cuidado. – disse Jessica, nervosa, levantando sua mão também.
- Mas, Jéssica?! – exclamou Ashley, surpresa.
- Só prometam que vão ter cuidado. – pediu a ruiva.
- Claro, meu amor. – disse Leo dando-lhe um rápido beijo.
Leo e Melody saíram do quarto no maior silêncio e quando chegaram próximo a escada, notaram que as luzes da sala estavam ligadas.
- Eles estão... Conversando?! – exclamou Leo, confuso.
- Não tô entendendo nada, mas parece que sim. – disse Melody também sem entender.
Eles começaram a descer as escadas.
- Ei, Mel! Aquela não é a... – começou Leo, mas foi interrompido.
- Melissa! – Melody deu um grito tão alto que tanto Nicole e os outros, que estavam na sala, quanto as dolls, que estavam no quarto, escutaram. Depois disso, a baby doll desceu as escadas correndo.
- Oi, Mel! – disse Melissa se levantando do sofá e abraçando Melody.
- Oh, minha amiga... Você por aqui... A essa hora? Aconteceu alguma coisa? – disse Melody, freneticamente.
- Sim, aconteceu. – adiantou-se Nicole, em dizer. – Precisamos das outras meninas, aqui.
- Melissa?! – exclamava Ashley acabando de descer as escadas. Kimberly e Jessica vinham atrás dela.
- Melissa! – disseram Jessica e Kimberly, de vez.
Depois de Melissa recontar a história para as dolls e Leo, eles começaram a conversar sobre o que poderiam fazer, agora, diante da situação em que estavam.
- Não há dúvidas que temos que voltar ao passado. – disse Melody, pensativa.
- Mas não podemos deixar meu pai, sozinho, aqui. – disse Melissa, preocupada.
- E nem podemos levá-lo também. – disse Nicole, séria.
- Eu e o Gabriel poderemos tomar conta do Sr. Paul. – disse Leo, sério.
- Mas e se... – começou Melissa, engolindo em seco. – E se a Janet aparecer aqui e...
- Temos o livro, não temos? – começou Nicole olhando para o pesado livro de magia que Melissa havia trazido consigo durante a fuga de sua casa. – Tentaremos achar algum feitiço de proteção, algo do tipo.
- Hum... – murmurou Melody, pensativa.
- Então, criaremos uma espécie de barreira mágica em volta da casa. – disse Nicole, por fim. – Nossa! Viajei muito né? Isso... Isso seria possível? – e ela fez uma expressão confusa. – É que... A gente costuma ver isso em alguns filmes e...
- Acho que isso é possível sim, Nic. – disse Melissa, séria, pegando o livro em seu colo. – Já li um feitiço desses em algum lugar por aqui... – e ela continuava folheando o livro. – Hum... Aqui! – disse ela com o dedo indicador numa página. – Barreira de proteção. É esse o feitiço que usaremos.
- E depois de realizado esse feitiço...? – indagou Ashley, confusa.
- Iremos para a Idade das Trevas, outra vez. – disse Kimberly, revirando os olhos.
- Ai, ai, ai... – murmurou Jessica, nervosa.
- Não sei se eu tô pronta pra isso. – disse Ashley, tensa. – Eu até queria falar com você, Melissa, sobre um sonho que eu tive e...
- Ash, nós conversaremos isso com Melissa e as outras bruxas o mais rápido possível, mas, agora, não podemos perder tempo. – adiantou-se Nicole, levantando-se do sofá. – Vou buscar o cristal de Etafa.
- E nós vamos voltar pro passado... Em roupas de dormir? – disse Ashley olhando para si mesma e prestando atenção na camisola rosa clarinho que vestia.
- Que é que tem? Lá, usaremos outras roupas mesmo né? – disse Melody, rindo.
- Ai, tudo bem então... – disse Ashley, revirando os olhos.
- Vai ficar tudo bem, pai. – disse Melissa segurando firme a mão dele. – Você, agora, está em boa companhia.
Continua no próximo capítulo...
(FALTAM 03 CAPÍTULOS PARA O FIM DA SÉRIE)
(FALTAM 03 CAPÍTULOS PARA O FIM DA SÉRIE)