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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

CAP. 26 - MEMÓRIAS


- Querida! – dizia a mãe, parada no mesmo lugar, abrindo os braços.
- Como... Como...? – Melissa sentia seus olhos marejando. Estava nervosa.
- Nós vimos que você procurava um feitiço para localizar algo ou alguém perdido, só que parece que você não se concentrou muito na cartela de remédios, mas sim, em mim. – disse Brianna de uma só vez, sorrindo, serena. – Por isso eles me mandaram pra cá.
- “Eles”? – perguntou Melissa, assustada.
- É... Eles. – e Brianna apontou para o teto do quarto, como se referisse ao céu.
- Ainda não acredito que você está aqui, mãe. – dizia Melissa enxugando as lágrimas. – Quero te abraçar e...
- Não pode, querida. – adiantou-se a mãe fazendo uma expressão triste. – Só estou aqui como um guia espiritual para você e não mais como humana.
Melissa olhou para o chão, cabisbaixa.
- Mas, sinta-se abraçada. – disse a mãe tentando animá-la.
- Mãe, eu sinto tanto a sua falta... – disse Melissa, triste. – Até hoje nem eu e nem o papai sabemos direito como foi que você morreu...
- Querida, sente-se. – começou a mãe, séria. – Precisamos conversar.
Melissa puxou uma cadeira e sentou-se em frente ao fantasma da mãe.
- Há muitas coisas que seu pai não entendia sobre mim, embora ele soubesse de muitas coisas sobre minha magia. – começou Brianna.
- Ele sempre te apoiou não é?
- Sim, Paul sempre foi um homem bom. – confirmou Brianna. – Mas ele não sabe é que na noite em que eu morri... Quando você, Mel, ainda tinha apenas sete aninhos... Eu morri tentando te salvar, querida.
Melissa sentiu-se péssima e ao mesmo tempo orgulhosa da mãe, ao ouvir aquilo.
- Havia um demônio, Charlie, que juntamente com um bando de demônios, sempre tentavam roubar meus poderes. – disse Brianna, séria. – Eles sabiam que os poderes Elementais que eu carregava eram de extrema importância para o mundo da magia e se tomassem posse deles, seriam demônios poderosíssimos.
- E o que você fez, mãe?
- Na noite em que morri, tive uma premonição em que eu passava meus poderes pra você. – começou Brianna. – E depois disso, eu morria.
- Então você previu sua morte?! – exclamou Melissa, assustada.
- Sim, previ. – disse a mãe, pensativa. – Mas não me abati com isso, exceto pelo fato de ter que ficar longe de você e seu pai... Eu sabia que minha missão na Terra estaria cumprida.
- Mas o que aconteceu depois, mãe?
- Você não se lembra, claro... Era muito novinha. – começou ela. – Mas eu pus você pra dormir naquela noite e recitei o feitiço passando meus poderes pra você. Recitei o feitiço cantando como uma canção de ninar. E você adormeceu em seguida.
Melissa tentava se controlar, mas começou a chorar outra vez.
- Não, querida, não chore. – pediu a mãe.
- Desculpe. – disse Melissa enxugando, outra vez, as lágrimas. – Continue...
- Então, depois de pôr você pra dormir, eu dei um forte abraço em seu pai e um demorado beijo. Ele me sentiu estranha, diferente, mas eu neguei. Disse que estava tudo bem e depois, saí de casa.
- Mãe...
- Segui o rastro dos demônios até uma rua sem saída e lá os encontrei. Não demorou muito para Charlie soltar uma bola de fogo em meu peito e eu cair, morta.
- Por que não se defendeu?
- Não tinha mais poderes, lembra?
- Ah, sim...
- Àquela altura, eu já não tinha mais poderes. Eles já estavam com você.
- Que horror, mãe... Não devia ter feito isso... – murmurou Melissa.
- Eu não podia ignorar minha premonição, filha. Era meu destino fazer isso por você, por nossa linhagem.
- Então, desde aí, eu acompanho, sempre que posso, a vida de vocês. – continuou Brianna. – Sou praticamente seu anjo da guarda, ou deveria dizer, bruxa da guarda? – ela sorriu. – Eu vi que seu pai ficou muito triste com a minha morte e que anos depois, se casou com a Janet.
- Ela é a pior pessoa do mundo! –
- Você tem razão, querida. – disse Brianna, séria. – Janet é irmã de Charlie, o demônio que me matou.
Melissa ficou boquiaberta, assustada.
- Co-como assim?
- É isso mesmo... Janet é mortal, mas seu irmão é demônio, o que me matou. – concluiu Brianna. – E ela... Sabe tudo sobre nossa linhagem e só se casou com seu pai com a finalidade de obter seus poderes para Charlie.
- Ela sabe tudo sobre mim, meus poderes e...?
- Sim.
- Meu Deus! Então por isso que ela tá envenenando o papai... Pra depois me matar?! Mas ela poderia ter feito isso, antes, não?
- Não. Ela sabia que você ainda não tinha domínio sobre os poderes. Não tão bem quanto você tem, agora. Janet e Charlie sabem que será preciso roubar seus poderes quando você estivesse mais forte, mais preparada.
- Mas, mãe...
- Charlie torcia para que você se unisse às Pussycat Dolls. – concluiu a mãe. – Ele, inclusive, conseguiu com que as dolls fizessem o último show da turnê em Nova Iorque e iria se disfarçar de segurança, no fim do show, para levá-la ao camarim, mas parece que, por ironia do destino, as coisas aconteceram diferente e sem ajuda demoníaca você conheceu as dolls.
Melissa estava confusa e lembrava-se do show e do momento em que Anne, uma das escolhidas, pediu para que Melissa fosse ao camarim das dolls em seu lugar.
- Mas então não era bom que eu conhecesse as Pussycat Dolls?
- Não, não, não... Pelo contrário! Foi muito bom e útil você ter conhecido elas, mas também, claro, era desejo de Charlie. Ele sabia que para levá-la ao passado e para tentar destruir a nossa linhagem, só mesmo usando os seus poderes associados ao Cristal de Etafa e aos poderes das dolls.
- Que horror! Eu me sinto tão... Tão perdida e...
- Calma, querida.
- É que é tanta informação e... – dizia Melissa pondo a mão na cabeça. – Eu tenho tantas coisas pra te perguntar e...
- Pergunte!
Melissa não sabia o que perguntar primeiro: se a mãe estava bem, morando do outro lado; onde estavam os remédios que Janet escondia...
- Por que esse livro está tão danificado? O que eu vi na Idade Média é igual a esse, só que mais grosso e...
- É o mesmo livro, claro. Por lógica, esse livro deveria estar ainda mais grosso... – disse Brianna, pensativa. – Se não fosse a Janet...
- A Janet?!
- Sim, é graças à sua madrasta que o livro está assim. Foi uma das primeiras coisas que Janet fez quando se mudou para esta casa: ela procurou o nosso Livro das Sombras, por orientação de Charlie, e destruiu várias páginas importantes. Muitos feitiços foram perdidos, Mel.
- E agora?
- Você tem a chance de poder copiar do livro do passado todos os feitiços necessários, embora tenham muitos feitiços que foram criados depois da Idade Média, claro.
- Entao... Não há como recuperar tudo não é?
- Não... Infelizmente não. Mas você pode criar feitiços novos.
- Posso?
- Claro que sim! Você é uma bruxa de verdade, agora, e tem magia suficiente para isso.
- Não sei se consigo, mãe... – disse Melissa, nervosa.
- Não se deixe abater com isso, neste momento. – disse a mãe, animando-a. – Estou aqui para ajudá-la, agora, a encontrar os remédios que envenenam seu pai e posso te dizer que eles estão embaixo do assoalho que fica atrás do sofá da sala.
- Sério?
- Sim. Deixe Janet ir dormir, mais tarde e pegue-os de lá. Se seu pai tomar até o último comprimido daquela cartela... Poderá ser tarde demais.
- Não! Não posso perder o papai...
- Eu sei, querida. Ficar sem mãe já é cruel pra você e ficar sem pai também...
- Não, não vou deixar que isso aconteça.
- Caso a Janet suspeite e comece a implicar com você, fuja de casa. Pegue algumas roupas, o Livro das Sombras, seus cristais e fuja. – sugeriu a mãe. – Vá para a casa da Janet ou das suas novas amigas, as dolls.
- Mãe... Eu não posso deixar o papai sozinho, aqui.
- Eu sei, querida, mas se for preciso fazer sacrifícios para salvar a nossa linhagem de poderes, faça. Como eu fiz...
Melissa não admitia ter que largar o pai sozinho, se fosse preciso.
- Querida, sinto que estão me chamando. – disse a mãe olhando para cima. – Preciso ir.
- Não, mãe... Preciso conversar mais com você.
- Sinto muito, mas já lhe contei tudo o que deveria contar, por hora.
- Queria que você estivesse aqui...
- Mas eu estarei sempre com você, querida e estou sempre os observando de lá de cima. Inclusive, estou feliz com o meu genro, John. – Brianna sorriu. – Um rapaz admirável. Concordo que você tem um excelente gosto para rapazes, como eu.
E as duas sorriram.
- Agora, devo ir. Adeus, querida. Eu te amo e te amarei pra sempre.
- Adeus, mãe... Também te amo... Infinitamente.
Luzes brilhantes contornaram Brianna e ela desapareceu do círculo de cristais. Melissa ainda não acreditava que havia tido uma longa conversa com a mãe e nas coisas que ouvira. Teria que contar muitos detalhes daquela conversa às dolls. E o que faria com Janet? Não poderia deixar seu pai, sozinho, naquela casa... E se fosse preciso fugir?
- Venha jantar, Melissa! – dizia a voz de Janet do outro lado da porta. Aquela voz insuportável nunca causara tanta dor e tanto ódio em Melissa quanto agora, depois de saber de toda a verdade.
Enquanto Melissa se preparava para encarar Janet durante o jantar e tentar não se deixar levar pelos impulsos que pediam para ela atacar a madrasta, as dolls relembravam com Leo e Gabriel os momentos da jornada ao passado.
- Foi estranho, mas muito interessante... – disse Jessica, pensativa.
Todos riram da expressão engraçada que Jessica fizera.
- Às vezes fico pensando... – começou Nicole, séria. – A magia é tão... Tão inexplicável. Nossa! E em pensar que nós achávamos que estávamos mesmo sem poderes a algum tempo atrás.
- É verdade, Nic. – concordou Ashley enquanto acariciava a cabeça do papagaio, Chris. – Nem imaginávamos que depois de ter enfrentado aqueles Elementais Negros, no Egito, teríamos essa missão maior ainda, na Idade das Trevas.
- Isso só mostrou o quanto que vocês ficaram mais fortes. – disse Leo. – Receber uma missão dessas... Só sendo possuidor de grande magia.
As dolls se sentiram orgulhosas ao ouvir aquilo.
- Temos que ajudar a Melissa, coitada. – começou Melody, preocupada. – Ela passa maus bocados em casa... Essa madrasta dos infernos arruinando a vida dela e...
- Iremos ajudá-la, Mel. Além de ajudá-la com a magia, a ajudaremos a resolver essa situação familiar. Isso não pode continuar assim... – disse Nicole com ar sério.
- Falou Nicole, a assistente social! – disse Kimberly, sarcástica, tentando deixar a situação não tão séria.
Todos riram diante do comentário da doll.
- Vamos jantar, gente! – pediu Ashley, impaciente. Mesmo brincando com Chris, a loura não conseguia disfarçar a fome que sentia. – Essa coisa de viajar no tempo dá uma fome...
- Crááá! Fome! Fome! – exclamou o papagaio com a voz esganiçada.
Mais risos invadiram a sala.
Algumas horas depois, as dolls já tinham ido dormir, depois do jantar. Estavam realmente exaustas com toda a experiência de passar uns dias na Idade Média. Melissa, em sua casa, também estava bastante cansada e ansiosa para dormir e ter uma boa noite de sono, mas estava sendo forte para não ceder aos encantos do sono. Tinha que ter certeza de que Janet teria dormido para poder pegar as cartelas de remédios, que estavam escondidas.
Enquanto esperava ansiosamente mais um tempo, Melissa tentava arquitetar um plano. O que faria depois que roubasse os remédios que matavam seu pai? Janet veria que as cartelas tinham desaparecido e logo, logo a verdade viria à tona. Janet iria querer se vingar de Melissa e... Será que mataria seu pai? O que fazer diante daquela situação?
- Ai, mãe... – suspirou Melissa, insegura.
Lembrava do que a mãe dissera sobre ter que fazer sacrifícios para manter a linhagem a salvo, mas não podia deixar seu pai sozinho, ali, com Janet. Tinha que salvar seu pai. Só não sabia como...
- Um feitiço, talvez? – sussurrou para si mesma. – Mas qual?
Melissa começava a folhear o Livro das Sombras para ver se encontrava algum feitiço interessante que pudesse usar para salvar seu pai de alguma forma. Embalada pelo cansaço, Melissa terminou cochilando em cima das páginas antigas do livro. Sonhou que estava num campo extenso de bonitos girassóis e corria feliz. Janet aparecia no sonho, criava pesadas nuvens negras no céu e deixava os girassóis apodrecerem.
Arfando, Melissa acordou, assustada, do sonho, ou melhor, pesadelo. Pondo a mão no coração, Melissa disse a si mesma, bem segura:
- Eu não vou permitir que você destrua minha vida, Janet.
Melissa, já mais acordada, voltou a folhear o livro, mas não achou nenhum feitiço específico para o que queria. Achou, porém, um feitiço que lhe abriu a mente. Poderia enviar seu pai para algum lugar seguro, mas só não sabia aonde. Mandá-lo para a casa das dolls seria, talvez, arriscado, pois as dolls também estavam na mira de Charlie e Janet.
- Tenho poucas horas para decidir isso. – murmurou Melissa, preocupada, enquanto andava pelo quarto.
Ela sabia que se Janet desse falta das cartelas de remédios, pela manhã, não teria muito tempo até que a madrasta resolvesse atacá-la ou atacar seu pai. Melissa sabia que teria que inventar algum plano, e rápido.
Enquanto as outras dolls tinham uma boa noite de sono, Ashley tinha uma espécie de sonho-premonição que a deixava um tanto inquieta na cama. Não tão sinistra como sua premonição anterior onde morriam queimadas ou enforcadas, muito pelo contrário, esta premonição que tinha, agora, deixava Ashley inquieta, mas de felicidade.
“As dolls e Melissa estavam de mãos dadas em volta de uma cama. No mesmo cômodo, muitas outras mulheres, bruxas.
- Ela vem vindo! – gritou uma das mulheres que se posicionava diante a uma das bruxas, que estava deitada na cama. A mulher certamente era a que tinha dotes de parteira e realizava tal ato no momento.
O som de choro de bebê invadiu aquele lugar, deixando os ouvidos, de todas as presentes, mais sensíveis. Uma estranha vontade de chorar invadiu-lhes o corpo. Vontade de chorar junto com aquela criança que acabava de nascer.
- Seja bem-vinda ao mundo, Luna! – exclamou a voz de Kendra, emocionada. Seus olhos lacrimejavam.”
- LUNA! – gritou Ashley, já acordada, sentada em sua cama. O impulso com que se sentara foi tão rápido que a loura chegou a se sentir tonta. – Meu Deus! – sussurrou Ashley ponto a mão no coração. – Outra premonição...
O grito da doll foi suficiente para que Nicole e Jessica acordassem de seus sonos leves. Dentro de minutos, as duas chegavam ao quarto da amiga.
- O que foi, Ash? – perguntou Jessica, tensa, ao ver Ashley chorando em seu quarto.
- Eu... – dizia Ashley enxugando as lágrimas que desciam pelo seu rosto. – Vi.
- Viu o que? – perguntou Nicole, assustada.
Então a feição de Ashley passou a apresentar um tímido sorriso, embora seus olhos ainda estivessem marejados.
- Vi Luna nascendo. – informou Ashley, emocionada. – Uma premonição...
Jessica e Nicole se entreolharam, confusas.
- Mas... É que... – balbuciou Jessica, sem entender. – E a premonição anterior? Iríamos morrer queimadas e...
- É verdade. – concordou Nicole, pensativa. – Antes, uma premonição onde morríamos e Luna nem chegaria a nascer. Agora, uma premonição onde estamos vivas e há o nascimento de Luna. Não estou entendendo... Como isso é possível?
- Eu já me fiz a mesma pergunta várias vezes... – confessou Ashley, séria.
- Então uma premonição anula a outra? A anterior não vai mais acontecer? – indagou Jessica com a mão no queixo.
- Ai, eu não sei... – disse Ashley se levantando da cama. – Estou tão confusa.
- Bom, pelo menos, foi uma premonição boa. – disse Nicole tentando aliviar a tensão.
- Sim... Foi uma linda premonição. – disse Ashley abrindo um largo sorriso.
- Vamos tentar dormir agora. – disse Nicole, séria. – E amanhã ligaremos para Melissa e pediremos para ela dar uma passada aqui em casa. Temos que contar isso a ela.
As dolls nem sabiam que, talvez, falar com Melissa na manhã seguinte seria algo bastante complicado. Melissa estava planejando, àquela mesma hora, como faria para roubar os remédios do pai, ainda naquela madrugada. E paralelamente a isso, ela ainda tentava armar uma fuga para ela e o pai, caso fosse necessário. Melissa estava bastante aflita sobre o que poderia acontecer. Como seria a reação de Janet ao descobrir que os remédios, que envenenavam lentamente o pai de Melissa, haviam sido roubados? 


Continua no próximo capítulo... 
(FALTAM 04 CAPÍTULOS PARA O FIM DA SÉRIE)

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