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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

CAP.22 – ARMAÇÕES DO DESTINO

ELEMENTAIS

CAP.22 – ARMAÇÕES DO DESTINO

Diferente de Gabriel, que evitou entrar no quarto de Kimberly, Daniel tomou coragem suficiente e decidiu fazer isso. A cabeça de Daniel estava uma completa loucura. Ele passava e repassava a cena que ocorrera há alguns minutos. ”Será que ela ainda gosta dele?” era o que Daniel não parava de pensar.
Chegando em frente ao quarto dela, ele não hesitou e abriu a porta. Viu a cena que Gabriel não quis ver: Kimberly deitada na cama, agarrada a um travesseiro e se acabando de chorar.
- Kim... – começou ele, fechando a porta ao entrar.
Ela escondeu o rosto vermelho e enxugou as lágrimas, o que foi em vão, já que ela não parava de chorar.
- Kim... – repetiu ele.
- O que é? – ela disse com uma voz embolada.
- Eu... Tenho que saber...
- O que?
- Sei que é difícil, ainda mais nessa situação, mas... Eu tenho que saber se você gosta de mim ou do Gabriel. – o rosto de Daniel começava a ficar vermelho, por causa do nervoso.
Kimberly balançou a cabeça em sinal negativo. Aquela não era a pergunta que ela queria responder naquela hora e além de não querer responder, ela nem saberia o que responder.
- Responde, por favor...
E ela novamente balançou a cabeça em sinal negativo.
- Não... – começou ela em meio a soluços – Não me faça essa pergunta agora...
- Mas Kim... – ele se sentou numa cadeira perto da cama dela. – Eu... Eu te amo muito e acho que você sabe disso. Sei que aconteceu muita coisa nesses últimos tempos e eu... Eu sempre quis namorar você, mas por causa do outro... Terminei aceitando ser somente seu amigo, mas ainda tinha os mesmos interesses de antes. Então,quando eu vi que você e ele não estavam mais juntos,pensei ter uma nova oportunidade de te conquistar e...Por isso que eu quero saber então, mesmo depois de tudo o que aconteceu agora, se você realmente gosta de mim também ou se você ainda ama o Gabriel.
A loura quase que não conseguia falar.
- Daniel... Por favor... Não me faça essa pergunta agora...
- Mas Kim...
E ela continuava chorando. Dentro de sua cabeça, essa pergunta começava a gerar uma resposta. Mesmo com tudo o que tinha acontecido, ela ainda amava Gabriel. Sim, parecia mentira e até mesmo impossível, mas todos os acessos de raiva que ela tinha quando via ele, depois que soube da verdade, eram provas do amor que ainda sentia por ele, mas queria esconder, negar.
“Eu amo o Gabriel.” Era o que Kimberly pensava nesse momento em que Daniel olhava fixamente para ela. Ela não queria contar isso pra ninguém no momento, muito menos para Daniel. Nem ela mesma acreditava que ela agora tinha aceitado que gostava do Gabriel, mesmo depois de tudo o que ele fez. O beijo roubado foi o que fez Kimberly tirar todas as suas dúvidas. Ela agora tinha certeza que queria ficar com o seu amado Gabriel, só não queria dizer isso a ninguém, pelo menos por enquanto.
- Não, Daniel... Não...
- Que droga! – ele levantou da cadeira tão rápido que a virou sem querer, derrubando-a em seguida. – Eu sabia...
E ele saiu resmungando do quarto dela, ele estava bastante nervoso e irritado. Ele sabia que tinha sido inconveniente por ter insistido tanto, mas era o que ele queria saber. E o pior de tudo era que ele ainda não sabia se Kimberly gostava dele ou do Gabriel.
Daniel saiu da casa batendo a porta com a maior força que pôde. Com a zoada as dolls e Leo saíram da sala de dança diretamente para a sala de estar.
- Nossa! – exclamou Melody abrindo a porta para ver se ainda via ele.
- O que deu nele? – perguntou Ashley.
- Tava estressado! – disse Melody por fim, fechando a porta.
- Foi a briga... – começou Leo. – Ele deve ter se chateado muito...
- Não... – disse Nicole com a mão no queixo. – Pensem bem... Ele não saiu após a briga. Houve uma demora. Ele estava em outro lugar...
- Kimberly! – exclamaram Ashley e Jessica juntas.
- Vão falar com ela. – disse Nicole.
Ashley e Jessica subiram correndo as escadas para ver Kimberly, enquanto Nicole, Melody e Leo conversavam na sala.
- Kim! – Jessica disse ao abrir a porta do quarto da doll.
Kimberly agora não estava mais chorando. Ela estava sentada na cama, olhando para o nada e seus olhos meio inchados
- Kim, o que foi que houve? – perguntou Ashley sentando-se ao lado da amiga.
- Por que o Daniel saiu daqui desse jeito? – perguntou Jessica.
Kimberly saiu do transe e como se acabasse de perceber a presença das amigas ali, começou a falar:
- Daniel ficou irritado. Ele queria porque queria saber...
- Saber o que, Kim? – disse Jessica colocando de pé a cadeira que Daniel tinha derrubado. Em seguida, sentou-se.
- Ele queria saber se eu gostava dele ou do Gabriel. – suspirou Kimberly profundamente.
- Que coisa chata... – disse Ashley.
- Ele não devia ter feito isso... Isso não é coisa que se pergunte assim do nada... – disse Jessica indignada.
- E ainda mais nesse estado dela... Você tava chorando né? – disse Ashley abraçando Kimberly.
- É... Eu tava chorando sim e bem na hora que ele chegou. – começou Kimberly ainda revivendo em sua cabeça a cena do beijo. – Eu... Eu não consegui resistir ao beijo do Gabriel.
Jessica fez uma cara feia quando ela disse isso.
- Eu nem queria dizer isso a ninguém, mas... Já que uma hora isso ia ter que acontecer mesmo né... – disse Kimberly respirando profundamente.
- O que é? – perguntou Ashley curiosa.
- Eu... Eu amo o Gabriel. – disse Kimberly com um leve sorriso apaixonado.
- Kim!Não é possível!Depois de tudo e... – Jessica começava a falar, mas Kimberly se adiantou.
- Eu sei, eu sei. Depois de tudo o que ele fez: mentiu pra mim, pra nós,nos enganou,ajudou a roubar a arca... Mesmo assim, eu sei que o amor que ele sente por mim é igual ao que eu sinto por ele, é amor verdadeiro.
- Ai! Que lindo! – exclamou Ashley com os olhos brilhando.
- Eu ainda acho que isso tudo está sendo muito precipitado por você. – disse Jessica. – Não que eu não goste do Gabriel, não é isso. Eu até concordei com ele nos ajudar e tudo, mas essa agora pra mim é demais. Eu realmente acho que ele não merece ter o seu amor...
- Mas Jessi... – começou Ashley.
- Contudo... – continuou Jessica. – Eu sei que você, Kim, já é bem grandinha e sabe tomar suas decisões. Então, se você acha que o Gabriel é o homem da sua vida, o que eu posso fazer?Nada. A não ser, desejar “Boa sorte” e dizer que... Você merece toda a felicidade do mundo, amiga. Vá em frente!
Jessica e Kimberly se abraçaram. Depois Ashley também se juntou às duas e um abraço triplo se formou.Tudo estava resolvido,pelo menos para a Kimberly,naquele momento.
Enquanto isso,Daniel agora parava um pouco de andar rápido.Estava ofegante.Ele acabava de sair da rua das dolls e entrava na rua principal.Ele descansava,encostado num poste.Aquilo não podia estar acontecendo.Para onde ele iria?Nem ele saberia ao certo dizer. Não estaria indo para a casa de Leo, já que ele estava na casa das dolls. Daniel não estava indo a lugar algum, estava andando sem rumo.
Após um tempo de descanso e ainda pensando em tudo aquilo (a briga, o beijo que ele viu, a conversa com Kimberly...),Daniel retomou sua caminhada,desta vez,com passos mais lentos.
Daniel andava devagar enquanto olhava pra frente, sempre pra frente. Ele realmente ia andando sem olhar direito para nada. Ia se esbarrando nas pessoas enquanto continuava andando. Ele estava ali, mas seus pensamentos ainda eram os mesmos. Ele não conseguia entender o porquê de Kimberly não dizer logo que o amava, se é que ela o amava.E ele ainda gostava tanto dela. “Por que ela não disse logo que me amava?” era a frase que mais rondava a sua mente. Ainda andando distraidamente, Daniel nem sequer teve noção de olhar na hora de atravessar a rua. E foi justamente ao atravessar que o inesperado aconteceu: um cantar de pneus irritante e em seguida, ele foi empurrado para o chão.
Daniel ficou desacordado alguns segundos, mas logo em seguida ele foi começando a apurar os ouvidos. Ouvia um murmúrio de pessoas que certamente deveriam estar em volta dele. Ao abrir os olhos, a primeira coisa que viu foi um par de sapatos femininos azuis. Em seguida, viu a dona dos sapatos se agachando e viu bem o rosto dela.
- Oi?Você está bem? – disse a mulher de pele alva e longos cabelos negros encaracolados.
Ele nada disse. Estava ainda contemplando a imagem da mulher. “Ela é um anjo?” “Estou no céu?” Foi o que ele pensou na hora.
- Moço, por favor, me ajude aqui. – a mulher disse para um forte rapaz que estava em pé ao lado dela.
Eles levantaram Daniel e o sentaram no banco do carona do carro dela.
- Vou levar você para o Hospital. – disse ela.
- Não... Não precisa. Estou bem... – disse Daniel colocando a mão na cabeça e sentindo uma dor terrível perto da nuca. – Aaaah!
- Sei... Você está muito bem não é, mocinho? – disse ela dando a partida no carro e dirigindo na direção do hospital mais próximo. – Olha, eu estava super atrasada para ir ao trabalho. Foi minha culpa. Por favor, me desculpe. Eu irei pagar todos os remédios que você precisar e...
- Não, moça!A culpa foi minha... Eu que nem olhei ao atravessar a rua.
- Então... Enquanto não chegamos ao hospital, vamos conversar um pouco. Não vou deixar você dormir... Dizem que quando se bate a cabeça, não é bom sentir sono nem dormir. Parece que faz mal para o cérebro... Algo assim.
- Hum... – disse Daniel bocejando.
- Hei! – ela deu um gritinho. – Nem pense em dormir, mocinho!Vamos conversar!Olhe pra mim!
- O que foi?
- Vamos nos apresentar então... Meu nome é Katy.
- Muito prazer, Katy. Me chamo Daniel.
- Oi, Dan. – disse ela. – Posso te chamar de Dan né?
- Claro. – ele sorriu. – E então? Você trabalha em que?
- Sou advogada. Tinha um encontro com um cliente agora, mas... Ele vai ter que esperar. – disse ela sorrindo. – E você?O que faz da vida?
- Sou arqueólogo.
- Mentira!É sério?Nossa!Que perfeito!Quando eu era pequena, sonhava em ser arqueóloga. Meu maior desejo era descobrir tesouros e múmias nas pirâmides... – disse ela rindo. – É um trabalho fantástico né?
- Muito.
- Parece até que nós já nos conhecemos há anos... – disse Katy intrigada enquanto estacionava numa vaga próxima à porta principal do Hospital.
-Vamos! – disse ela saindo do carro e indo até a porta do carona para abri-la.
-Não precisa... – disse Daniel rindo. – Eu estou bem.
- Sei...
- Olha... Pode me deixar aqui. Não se atrase mais do que já esta atrasada.
- De jeito nenhum!Não vou deixar você aqui sozinho. E deixe de conversa... Vamos logo.
Chegando à recepção, eles pediram para ir à Emergência. Enquanto não chamavam o nome de Daniel, Katy aproveitou para ligar para seu cliente e pedir para que esperasse mais um tempo, ela teve que explicar toda a situação. Alguns minutos depois eles já estavam sendo atendidos.
Após Katy explicar ao médico tudo o que tinha acontecido, ele examinou Daniel.
- Faremos uma radiografia do crânio. – informou o doutor. – Mas antes, irei fazer uns testes aqui.
O médico mediu a pressão de Daniel. Estava normal. Em seguida, auscultou o coração.
- Pronto. Tudo certo. Vamos fazer a radiografia?A senhora pode esperar aqui na sala mesmo. – disse o médico para Katy, que concordou com a cabeça.
Os dois saíram da sala e após alguns minutos estavam de volta.
- Aguardem na sala de espera. Quando a radiografia ficar pronta, eu mando chamá-los outra vez.
Na sala de espera, eles conversavam ainda mais.
- Nossa!Já são quase onze e meia da manhã! – exclamou Katy olhando o relógio no pulso.
- Eu já disse... Pode ir... Eu estou bem, já fiz os exames e tudo.
- Mas Dan... Não posso te deixar aqui sozinho... Eu me sinto culpada pelo que aconteceu e...
- Eu já disse que a culpa foi minha e...Eu vou ficar bem.Não se preocupe.Pode ir.Muito obrigado por me trazer aqui,mas não se atrase.
- Tudo bem então. Você me convenceu. Não posso perder esse cliente... – disse ela procurando alguma coisa na bolsa. – Tome!Quero que me ligue quando chegar em casa. – ela entregou um cartãozinho a ele.
- Eu acho que vou demorar um pouco pra ligar pra você...
- Por quê?
- Estou ficando na casa de um amigo, só que ele... Não ta lá agora e, além disso, eu não tenho a chave do apartamento dele.
- Puxa vida!Que chato!E você tava indo pra onde então?
- Não sei. – ele sorriu. – Aconteceram umas coisas chatas hoje e eu meio que, estava andando sem rumo, sabe?
- Sei... Olha, faz assim então, antes que meu cliente me mate, eu tenho que chegar logo lá, já está passando o tempo de espera que eu pedi a ele. Assim que você sair daqui do Hospital, me ligue. Nós podemos almoçar em algum lugar... É bom que você me faz companhia.
- Hum... Combinado. Mas e seu namorado?Não vai se zangar por você estar almoçando comigo? – disse Daniel sem pensar.
- Quem disse que eu tenho namorado? – ela sorriu.
Daniel corou na hora.
- Bom, agora eu tenho mesmo que ir. – disse ela abraçando ele. – Se cuida viu?E não se esqueça de me ligar. – em seguida ela lhe deu um beijo no rosto.
Daniel ficou todo derretido.
“Eu devo estar pirando!” pensava ele. “Não posso estar apaixonado por essa mulher que mal conheci... E a Kimberly? Não é ela que eu amo?” sua cabeça rodava agora de tantas imagens que lhe vinham em mente. Seria o destino fazendo de tudo para ele conhecer uma nova pessoa e esquecer a Kimberly?Seria apenas uma coincidência?Ele ainda estava apaixonado por Kimberly?Estava gostando da Katy?Tudo isso era perguntado na mente de Daniel, enquanto as imagens de Kimberly e Katy se misturavam em seus pensamentos.
- Senhor Daniel. – anunciou a atendente. – Pode se dirigir a sala 02.
E logo seus pensamentos foram cortados pela voz da atendente.
O médico informou que por sorte, não havia problema algum com ele. Apesar de a queda ter sido feia, só causou alguns arranhões nos braços. Estava tudo normal com ele. O médico ainda quis, só por precaução, receitar alguns remédios, caso ele sentisse dores no local da pancada.
Assim que saiu da sala, respirando aliviado, pegou o celular e ligou para Katy.
- Katheryn Matthews falando. Pois não?
Daniel sentiu um friozinho na barriga por ouvir a mesma voz encantadora da mulher também encantadora que estivera com ele há algumas horas.
- Oi, Katy. – disse ele meio sem jeito. – Sou eu,Daniel.
- Oi, Dan.
- Estou te interrompendo?
- Não! Na verdade a reunião com o cliente acabou tem uns dez minutos. Eu só estava esperando você me ligar.
- Nossa!E como você teve certeza que eu ia ligar? – perguntou ele rindo.
- Eu sabia que você ia ligar. Simplesmente sabia... – disse ela num tom de voz que dava até pra ele imaginar o lindo sorriso que ela devia ter no rosto naquele momento.
Katy ou Kimberly?Essa era agora a grande dúvida de Daniel. Com isso, ele até se sentia na pele de Kimberly que tinha que decidir entre ele e Gabriel. E agora, ele percebia o quanto tinha sido duro com a doll, pedindo para ela dizer de quem realmente gostava. Ele, enfim, entendia como era complicado estar numa situação daquelas.

3 comentários:

Anônimo disse...

raffa,
adorei a capa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ficou d++++++++

Anônimo disse...

hehe esqueci de colocar o nome
sou eu!!!!!
up up
rsrsrsrsr

Anônimo disse...

no caso
bella rsrsr
adorei o cap