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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

CAP.21 – O BEIJO ROUBADO

CAP.21 – O BEIJO ROUBADO

Os dias iam passando e as dolls melhoravam cada vez mais o controle sobre os poderes. Graças aos constantes treinamentos feitos com a ajuda de Leo e Daniel, as dolls estavam realmente progredindo. Jessica, por exemplo, tinha melhorado excepcionalmente sua telecinésia.
Mas se por um lado uns estavam ótimos, outros não estavam. Gabriel mesmo, ainda não aceitava essa idéia de Kimberly namorar o Daniel, embora a doll nem estivesse namorando de fato. O ciúme que corroía Gabriel por dentro era a prova (inclusive para ele) do amor que ele sentia pela doll.
Mas enquanto Gabriel, em Nova Iorque, estava mergulhado em seus pensamentos, Martha, no Egito, conversava com seus Elementais Negros.
- Então como eu disse, Gabriel terminou sendo descoberto. E o pior de tudo é que não tenho mais idéias de como roubar esse maldito cristal. – resmungou Martha.
Houve um breve silêncio que foi em seguida interrompido pela mulher de pele azul-arroxeada, a Dama Perdida:
- Eu acredito que a melhor opção é ir direto ao ataque. – disse ela com uma voz dura.
- Concordo. Se não vai por bem, vai por MAL. – completou a outra mulher, Senhora da Árvore.
- E como seria esse ataque? – perguntou Martha intrigada e ao mesmo tempo assustada. – Vamos direto a casa delas?
- Não!Infelizmente nós só temos poderes aqui no Egito. Se nós migramos para outro local, no caso, Nova Iorque, ficamos mais enfraquecidos. – disse Sol Negro.
- Não entendo o porquê.Se elas conseguem usar os poderes lá por que vocês também não conseguem? – perguntou Martha em tom de desdém.
- Por que nós estamos diretamente ligados com toda a lenda. Nós ainda somos os mesmos Elementais Negros da lenda. Por isso, só temos força e energia suficientes aqui. – começou Barbalo Negro.
– E por elas terem recebido os poderes lá em Nova Iorque, elas não estão tão presas à lenda como nós. – completou Sol Negro.
- Exatamente. – disse Dama Perdida. – Elas são a nova fonte de poder Elemental do Bem, o que até foge da regra, que era para somente uma mulher receber os poderes e não cinco…
- Mas então… – disse Martha interrompendo. – Isso quer dizer que aqui no Egito então, elas não serão tão fortes como vocês?Perfeito!
- Pelo contrário. Aqui,o poder delas duplicará,triplicará… – disse Senhora da Árvore.
- E vocês serão capazes de enfrentá-las? – perguntou Martha.
- “Vocês” não, NÓS! – disse Sol Negro. – Você também vai lutar conosco. Foi você quem nos libertou e então, nós quatro ficaremos muito mais fortes tendo você na liderança.
- Eu?Mas… Eu pensei que você fosse o líder… – disse Martha meio preocupada.
- Você é a líder. Você é a alma negra que abriu a arca. – disse Sol Negro.
Martha engoliu em seco. Ela não esperava que tivesse que lutar contra as Pussycat Dolls.Achou aquilo tudo uma completa loucura.
- Mas… Eu… Eu nem sei usar meus poderes… – disse ela. – Se é que eu tenho mesmo…
- Sim, minha senhora. – disse Dama Perdida. – Você tem um grande poder… A Energia.
- Nós iremos ensinar tudo o que você deve saber… – disse Barbalo Negro.
- Ótimo. E quanto ao ataque?Vai ser aqui no Egito a batalha, mas como vamos fazer para trazê-las aqui? – perguntou Martha.
- Tenho uma idéia. – disse Senhora da Árvore com seu olhar penetrante e maléfico. – Podemos simplesmente trazê-las aqui por meio de uma armadilha.
- Gabriel… – murmurou Martha.
- O que disse? – perguntou Sol Negro.
- Nada… Apenas estou pensando na armadilha… – disse Martha com um leve sorriso.
Martha acabara de ter uma idéia. Precisava imediatamente ligar para Gabriel para lhe contar. Ele iria atrair as dolls para o Egito fingindo ter encontrado a arca, depois iria dizer que tinha procurado a arca e agora iria entregar a elas como um pedido de desculpas, já que estava bastante arrependido. Essa era a idéia de Martha. O que ela não sabia, contudo, é que Gabriel estava do lado das dolls e essa armadilha certamente não daria certo.
Assim que saiu da tumba com os Elementais Negros dentro da arca, Martha foi diretamente para o mesmo hotel em que estivera hospedada da última vez que foram ao Egito.
Chegando ao hotel ela correu pro quarto e ligou para Gabriel.
- Alô? – disse ele com uma voz meio deprimente.
- Querido, sou eu!Martha! – disse ela super enérgica.
- M-Martha?Oi. Conseguiu alguma coisa aí? – perguntou ele fingindo entusiasmo.
- Se consegui? – ela deu uma gargalhada. - Já está tudo resolvido, quer dizer, quase. Agora só depende de você. Esta vai ser a sua parte no plano.
- Que plano?
- Estive conversando com os Elementais Negros há pouco tempo e nós decidimos que teremos que atrair as Pussycat Dolls para cá. Não há outro jeito. Depois te explico melhor o porquê. Agora, o que você tem que fazer é o seguinte: vá a casa delas, finja que está arrependido e diga que você vai voltar para o Egito para procurar a arca para elas.
Gabriel escutava tudo calado.
- Obviamente você não precisa vir pra cá. Apenas diga isso a elas e então, dentro de alguns dias, você vem pra cá, liga para elas e diz que está no Egito com a arca. Elas virão correndo ao seu encontro, com certeza.
Gabriel tinha achado a idéia a mais estúpida possível.
- Excelente, Martha! – disse ele.
- Também acho… – disse ela sem modéstia.
- Então vou desligar. Vou aproveitar para ir ensaiando aqui. Tenho que ter um texto pronto para enganar aquelas idiotas novamente. – disse Gabriel com uma certa pena por estar tendo que falar das dolls daquele jeito.
- Isso, querido. Assim que se fala. E breve o tesouro será… Nosso! – disse Martha quase dizendo “meu” ao invés de “nosso”.
Assim que desligou o telefone, Gabriel se arrumou e correu para a casa das dolls, não para aplicar o plano de Martha, mas para contar a elas tudo o que Martha tinha dito.
Para azar de Gabriel, Daniel estava na casa das dolls. Ele e Leo continuavam os treinamentos com as meninas.
- Agora, Jessica, sinta a vibração que vem da terra… – dizia Daniel quando a campainha tocou.
- Quem será? – perguntou Nic indo abrir a porta. Ela saiu da sala de dança e rapidamente chegou a sala de estar.
- Oi. – disse Gabriel com o sorriso de sempre.
- Gabriel!Você adora vir na hora dos treinos hein? – disse Nic rindo.
- Ah!Desculpa. Não sabia que vocês estavam treinando. – disse ele confuso. – Mas o que eu quero contar hoje é muito importante e eu não podia esperar.
- O que foi?
- Eu prefiro dizer com todas vocês juntas…
- Venha. – disse ela indicando para ele a seguir.
Os dois chegaram até a sala de dança e a reação de Kimberly e Daniel não poderia ser outra.
- Ah não! – disse Kimberly revirando os olhos. – Ninguém merece!
- Esse cara ta aqui outra vez… – resmungou Daniel.
- Bom, eu não vou mais falar isto. Vocês não são crianças, não é difícil entender. – começou Nicole. – O Gabriel foi errado sim, a gente sabe disso, mas… O que passou, passou. Ele agora ta do nosso lado e, aliás, o que você quer mesmo contar pra gente? – disse Nicole se virando para olhar Gabriel.
- A Martha me ligou há alguns minutos e me contou o novo plano dela. – começou ele tentando evitar os olhares de Kimberly e Daniel.
- Ah meu Deus! – exclamou Ashley. – O que essa bruxa quer agora?
- Bom, como eu não tinha contado que vocês sabiam que a arca tava com ela… Agora ela quer que eu finja que estou indo para o Egito procurar a arca e depois, dizer que achei. – disse ele.
- Miserável! – resmungou Melody.
- Ela acha que com isso, vocês iriam diretamente para lá, depois que eu dissesse que eu tinha achado a arca. Só que ela não sabe que eu tô do lado de vocês agora.
- Só não entendi por que a gente tem que ir ao Egito de novo… – disse Jessica.
- Minha visão… Era lá que acontecia. Lembram? – disse Ashley paralisada se lembrando do sonho.
- Pois é… Ela não me explicou direito por que a “grande batalha” tem que ser lá no Egito, mas pelo que eu entendi, só pode acontecer lá. – disse Gabriel pensativo.
- Deve ser algo relacionado à lenda. – disse Leo.
- Bom, o recado está dado. Pelo que ela disse, esse plano vai se concretizar dentro de alguns dias…Então…Se preparem para “cair na armadilha”. – disse Gabriel dando uma piscadela para as meninas.
- Gabriel, você não sabe o quanto que está sendo importante a sua ajuda. – disse Nicole.
- Que bom, Nic. Pelo menos algumas de vocês reconhecem isso… – disse ele olhando para Kimberly de relance.
- Nem venha com suas piadinhas! – disse Kimberly andando lentamente para a direção de Gabriel. – Você fez o que fez comigo e ainda acha que pode ficar dando suas indiretas pra cima de mim?
E ela estava agora a alguns centímetros do rosto de Gabriel. Ele estava apenas parado, contemplando o rosto (furioso) dela, enquanto ela continuava seu discurso:
- E quer saber o que mais?Pra mim, isso já… – mas ela não conseguiu terminar a frase porque Gabriel começou a beijá-la. Inicialmente Kimberly resistiu e tentou afastá-lo, mas aos poucos ela foi gostando e aprovando o mesmo beijo de sempre. O beijo que ela tinha tanta saudade; o beijo de um homem que tinha fingido ser quem não era pra conseguir algo; o beijo do mesmo homem, agora arrependido; o beijo do entregador de pizzas; o beijo do ladrão; o beijo do seu (amado) Gabriel.
Assim que os lábios se afastaram, ela olhou Gabriel com um olhar apaixonado, assustado e ao mesmo tempo, triste. Seus olhos brilhavam e ela sentiu uma vontade de chorar. Umas lágrimas chegaram a cair dos seus olhos. Ela não teve mais reação nenhuma naqueles segundos que se passavam. Os segundos pareciam horas para Kimberly e Gabriel. Cada um contemplando o olhar do outro com uma vontade de beijar mais uma vez.
Ela então, parecendo sair do seu transe e se dando conta de todos que estavam ali, inclusive Daniel, tomou uma reação que nem esperava fazer: deu um tapa no rosto de Gabriel. Ela estava satisfeita e ao mesmo tempo arrependida de ter feito aquilo com ele.Ela estava confusa.
Gabriel abaixou a cabeça enquanto Kimberly saiu correndo da sala de dança e ia direto para o seu quarto.
- Você não tem noção não, cara? – perguntou Daniel irritado.
Gabriel levantou a cabeça, olhou firme nos olhos do outro e nada respondeu.
- Você não acha que já chega?Não acha que a Kim já sofreu muito por causa de você?
E Gabriel continuou calado.
- Responde!Eu tô falando com você! – disse Daniel quase gritando.
Gabriel não respondeu. Ao invés disso, ele respirou fundo e deu um soco no rosto de Daniel, que caiu derrubando uma mesinha com uns livros.
- Gabriel! – exclamou Nicole indo acudir Daniel no chão. – Por que fez isso?
A boca de Daniel estava partida e sangrava no momento. Ele limpou o sangue com a manga da camisa e se levantou com a ajuda de Nicole. Ele certamente iria partir pra cima de Gabriel se não fosse Jessica.
A doll se pôs no meio dos dois.
- Sai da frente, Jessica! - disse Daniel. – Ele vai aprender a não magoar mais as pessoas!
Gabriel tentava escapar de Melody, que o segurava por trás e atacar diretamente Daniel. Ele conseguiu se soltar e já ia diretamente pra cima do outro quando Jessica usou sua telecinésia. Ela fez os dois voarem e ficarem presos na parede.
- Uau!Como você fez isso, Jessi? – perguntou Melody espantada.
- Nem eu sei… – disse a doll meio sem graça enquanto mantinha os dois fixos à parede. Eles tentavam se mexer, mas todas as tentativas eram em vão.
- Jessica… – chamou Nicole logo atrás dela.
Nesse momento de distração, Jessica se virou para olhar Nicole e parou de encarar os dois “emparedados”, que sem a força psíquica de Jessica para mantê-los ali pendurados na parede, caíram no chão fazendo o maior baque.
- Sim? – perguntou Jessica sem se dar conta da queda dos dois, apesar do barulho.
- Nada… Eu ia pedir pra você descer os dois para o chão, mas… Você já fez isso… – disse Nicole prendendo o riso.
A sala tinha ficado um estrago. Mesinhas reviradas, livros espalhados, quadros caídos… Tudo isso por causa de uma cena que não durou nem mesmo uma hora.
- Tá vendo o que você fez? – disse Daniel se levantando e olhando para a sala.
- Eu?Isso tudo é mais culpa sua do que minha. – disse Gabriel se levantando e ajeitando a gola da camisa.
- Minha culpa? – Daniel deu uma risada debochada.
- Meninos!Parem já com isso! – disse Ashley tentando manter a calma.
- Tudo bem, Ash. Eu já estava de saída mesmo. – disse Gabriel saindo da sala de dança.
- Eu te levo até a porta então… – disse Ashley.
- Não. Não precisa. Eu sei o caminho… – disse ele já desaparecendo de vista.
Quando chegou à sala, antes de abrir a porta, ele subiu silenciosa e lentamente as escadas. Chegando ao corredor do andar de cima, ele decidiu por fim ver Kimberly. Ele já ia andando na direção do quarto dela. Apesar de não ter ido muitas vezes à casa das dolls, ele lembrava que o quarto dela era logo o terceiro do corredor.
A porta estava fechada. Ele chegou a colocar a mão na maçaneta para abrí-la, mas terminou desistindo. Colocando o ouvido na porta, ele conseguiu ouvir Kimberly do outro lado, chorando. Uma onda de tristeza também tinha o invadido. Novamente ele sentiu vontade de abrir a porta e abraçar Kimberly, mas achou que seria outra confusão para aquele dia e então ficou ali parado mais alguns segundos e em seguida, desceu as escadas e foi embora.
O choro de Kimberly, nem ela sabia ao certo por que motivo era.Seria por ter acontecido aquilo na frente de todo mundo?Seria por que ela tinha gostado do beijo?Seria por ela ter batido em Gabriel?Seria por Daniel ter defendido ela e ela sentir que estava gostando dele também?
Sua cabeça estava mais do que confusa naquela hora. Ela não sabia mais se estava gostando do Daniel, se estava gostando (ainda) do Gabriel ou se estaria apaixonada pelos dois. Ela sabia que não seria nada fácil decidir se ficaria com o homem que tanto a acolheu quando ela precisou e que agora, estavam começando a ser mais que amigos; ou se ficava com o homem que a tinha traído com uma farsa terrível e que mesmo assim ainda amava verdadeiramente ela. De fato, Daniel e Kimberly não estavam namorando. Ainda eram amigos, mas tanto ela quanto ele sabiam que iria acontecer algo além de amizade, era só questão de tempo. Só que agora, depois desse beijo roubado, a cabeça da doll estava uma confusão só. Ela não sabia mais o que fazer. E o pior de tudo é que ela sabia que essa era uma dúvida que somente ela poderia tirar.

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