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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CAP.23 - FORASTEIRAS

Assim que Nicole retornou à casa das bruxas, na companhia de Kendra, encontrou as outras dolls, Melissa e as outras bruxas a sua espera. Nicole estava cansada, assim como algumas dolls. Naquela noite, as dolls haviam exercitado seus poderes e, fantasticamente, tinham conseguido obter resultados satisfatórios nos rituais de iniciação.
- E aí? Como foi? – perguntava Melissa, curiosa, assim que Nicole entrou na casa.
- Consegui. – respondeu a doll, tensa. – Mas não tanto quanto eu gostaria...
- Nicole ainda está aprendendo a usar sua projeção astral... Isso requer mais treino. É normal. – adiantou-se Kendra despindo seu capuz.
- Acho que já passamos da hora de irmos dormir. – disse Althea, preocupada.
- Concordo, irmã. – disse Prudence ajeitando os cabelos.
- Amanhã será mais um longo dia. Faremos outra sessão de treinamentos, mas desta vez, com todas vocês juntas. – disse Kendra olhando para cada uma das dolls. – E incluindo você, mocinha. – e ela olhou para Melissa.
- E-eu?! – Melissa espantou-se. – Mas eu nem sei controlar meus poderes e...
- Aprenderá, querida. Com certeza, aprenderá. – concluiu Kendra, sorrindo.
- Eu e Willa partiremos assim que o sol nascer. – disse Prudence. – Não queremos que ninguém desconfie de nosso sumiço, na vila.
- Pois é... Se vocês morassem, aqui, nesta casa... – disse Althea, pensativa.
- Mas não poderíamos deixar nossas funções na vila. – disse Willa, séria. – Somos as únicas parteiras desta região. Algumas pessoas acham estranhos os nossos rituais e as ervas que usamos, mas dizemos que é tudo uma questão de costumes herdados.
- Mas há quem diga que somos bruxas... Alguns suspeitam. – concluiu Prudence, sarcástica, fazendo uma cara engraçada.
Todas riram na hora. As parteiras dessa época, embora acusadas de bruxaria, eram respeitadas pela população, que não tinha sequer hospitais para conduzir os partos, feitos dentro das próprias casas. As parteiras em questão, Willa e Prudence, eram, de fato, bruxas, mas o mesmo não se podia dizer de outras parteiras das outras vilas...
No dia seguinte, pela manhã, as dolls e Melissa acordaram bastante cedo e, na companhia de Althea, resolveram dar uma volta pelo comércio da pequena vila.
- Mas não demorem muito. – alertou Kendra, séria. – Lembrem-se que a Inquisição suspeita quando muitas mulheres andam, juntas, em grupo e...
- Teremos cuidado, irmã. – adiantou-se Althea pegando duas cestas vazias, que seriam destinadas às compras no comércio. – Só as levarei para conhecer um pouco a vila.
As sete saíram pela floresta e depois de cerca de dez minutos caminhando, avistavam a pequena vila camponesa. A vila era humilde, mas incrível. De longe, se avistavam os casebres e as casas mais sofisticadas, poucas. Também podia se ver muitas barracas montadas, o que indicava que era o dia da feira. As dolls avistaram, também, o bonito castelo que viram na primeira vez que foram ao passado e, também ao longe, uma grande igreja.
- Vamos! – disse Althea, animada. – Pra evitar qualquer confusão, vamos nos dividir em dois grupos, tudo bem?
As dolls e Melissa concordaram que sim.
- Somos sete... Hum... – dizia a bruxa, pensativa. – Melissa e Jessica, venham comigo. Vocês, quatro, fiquem juntas. – disse ela olhando para Nicole, Kimberly, Ashley e Melody.
Enquanto Althea, Melissa e Jessica andavam por algumas barracas, as outras quatro dolls passeavam pelo campo em volta da vila. Algumas pessoas cochichavam quando Althea passava por elas.
- Quem são essas, Althea? Forasteiras? – perguntou uma senhora gorda e baixinha com uma feição um tanto rabugenta.
- Sim, são minhas primas. – respondeu a bruxa, seca.
- E aquelas outras, ali? Também nunca as vi, aqui, na vila. – disse a gorda, apontando na direção das quatro dolls, longe dali.
- É... Eu... Bom... – Althea se atrapalhou. – Não as conheço também. – mentiu ela e, em seguida, deu de ombros.
O passeio pela vila continuou aparentemente normal, embora, de vez em quando, algum morador viesse perguntar a Althea quem eram as tais moças novas. Após muitas indagações, porém, os habitantes pareceram não se incomodar com a presença das dolls e de Melissa. Mas será que todos os habitantes não ligariam realmente para isso?
- Já comprei verduras fresquinhas para o almoço de hoje. – disse Althea, feliz, entregando duas cestas para Jessica e Melissa segurarem. – Vamos embora.
- E como vamos avisar às outras meninas? – perguntou Jessica, aflita.
- Vamos indo... – concluiu Althea. – Assim que elas nos virem andando, elas nos seguirão. Tenho certeza disso.
E foi isso o que aconteceu: as três saíram andando em direção à estrada que dava início à longa caminhada para a vila fantasma. Em menos de três minutos, as quatro dolls pegaram o mesmo caminho e, logo, se encontraram com as outras.
- Uh! Achei que vocês iam embora sem a gente! – dizia Melody, ofegante. Pelas expressões das quatro dolls dava a entender que elas tinham acelerado bastante os passos para poder alcançar Althea, Melissa e Jessica.
Althea sorriu e concluiu:
- Minhas queridas, me perdoem. – e ela pôs a mão no coração. – Eu só fiz isso para despistar qualquer um que estivesse nos espionando e...
- Entendemos você. – adiantou-se Nicole. – Por sinal, a gente sentiu que tinha umas pessoas que olhavam toda hora em nossa direção.
- Vamos andando. – disse Althea, preocupada, olhando em volta. – Vamos conversando enquanto caminhamos.
Enquanto as sete caminhavam pela deserta estrada, nem notaram, mas um cavaleiro (vestido com armaduras dessa época medieval) as observava de longe. Quem seria aquele misterioso homem?
- Engraçado... – começou Ashley olhando para os lados, mas não virando-se totalmente a ponto de ver o cavaleiro. – Sinto que tem alguém nos observando.
Todas pararam ao ouvir Ashley dizer aquilo. Foi quando Althea virou-se e, enfim, viu o cavaleiro que cavalgava, lentamente, na direção delas.
As dolls e Melissa ficaram boquiabertas, assustadas, enquanto Althea mantinha a expressão séria.
- Althea, temos que correr! – exclamou Nicole, nervosa. Seu coração batia depressa.
- Vamos fugir! – anunciou Melody, tensa.
As dolls e Melissa ainda não entendiam a reação de Althea: a bruxa continuava parada. Seu olhar demonstrava um misto de curiosidade, ansiedade e medo.
O cavaleiro foi se aproximando cada vez mais das sete mulheres e, para surpresa de todas (ou quase todas), ele tirou o elmo da cabeça, revelando um bonito homem cujos cabelos negros levavam alguns fios grisalhos. Ele desceu do cavalo, mas não empunhou a espada para elas.
- Anthony! – exclamou Althea numa voz trêmula.
Althea e o cavaleiro correram um em direção ao outro e, surpreendentemente, se envolveram num apertado abraço e, em seguida, num longo beijo.
As dolls e Melissa se entreolhavam, boquiabertas, estranhando aquela cena. Althea e o cavaleiro estavam se beijando.
- Anthony, eu tive tanto medo... – disse a bruxa acariciando o rosto do amado.
- Eu disse que conseguiria me sair bem. – adiantou-se ele afagando os cabelos dela. – Ninguém suspeitou de nada.
- Graças a Grande Deusa! – e ela olhou para os céus, ainda abraçada com o cavaleiro.
Uns segundos depois, Althea pareceu se lembrar de que havia mais gente, ali, olhando a cena: as dolls e Melissa.
- Oh! – disse ela se afastando do cavaleiro. – Me perdoem, meninas! Não fiz as devidas apresentações...
- Sim, meu amor... Eu já ia te perguntar quem eram essas belas moças. – disse o cavaleiro educadamente.
- Podes não acreditar, querido... – começou Althea, animada. – Mas essas lindas jovens vieram do futuro só para nos ajudar.
Anthony parecia confuso, incrédulo e admirado ao mesmo tempo.
- Do fu-futuro? – ele pôs a mão na cabeça, assustado. – Isso é possível, meu bem?
- Sim, querido. Graças à magia! – exclamou Althea, enérgica.
- Althea... – começou Nicole, depois de dar um longo suspiro. – Me desculpe, mas... Este rapaz é um cavaleiro e, pelas roupas e símbolos que ele traz na roupa, parece que vem daquele castelo e...
- Será que ele é mesmo confiável ou só usando você pra dedurar a Irmandade à Inquisição? – Melody interrompeu Nicole, fazendo de uma vez a acusação que Nicole queria começar a fazer. A baby doll havia cruzado os braços, o que dava a ela um ar de superioridade, mesmo sendo baixinha.
- Oh, não, não! – apressou-se Althea em dizer. Ela abraçou o cavaleiro na hora. – Anthony e eu... – e ela enrubesceu - Nós vivemos juntos há alguns anos, mas claro que ninguém sabe de nós, exceto minhas irmãs bruxas...
- Antigamente eu era um dos cavaleiros que, junto à Inquisição, assaltava as casas em busca de mulheres acusadas de bruxaria. – e Anthony parou de falar por um momento. Seus olhos se enchiam de lágrimas. – Eu... Fui muito mau, levei muitas mulheres à morte até que... – ele parecia não conseguir mais falar, estava muito emocionado.
- Até que um dia, quando eu ainda morava em outra casa, mais perto da vila, Anthony veio em sua cavalaria e assaltou nossa casa. – começou Althea relembrando o episódio. – Eu morava sozinha, na época, e soube através de uma premonição de Diana, que viriam atrás de mim, por isso, me escondi no alçapão.
- Só que... – disse Anthony enxugando as lágrimas do rosto. – Enquanto meus companheiros procuravam em outros cantos da casa, eu achei a passagem secreta e consegui encontrar Althea.
Ninguém falava no momento.
- Mas ao vê-la, ali, escondida... Fiquei admirado com tamanha beleza... Althea estava tão encolhida, com medo da morte que sabia que se aproximava dela... Senti o medo estampado em seus olhos e tive compaixão: fechei a porta do alçapão e menti aos meus companheiros, dizendo que não havia ninguém naquela casa. – concluiu Anthony. – Meu amor por Althea foi à primeira vista... Sabia que teria que viver com aquela mulher, sabia que ela seria minha assim como eu seria seu...
- Que lindo! – exclamou Ashley quase chorando.
- Incrível história! – concordou Melody, empolgada.
- Desde aquele dia, então, Anthony continua nas missões da Inquisição, porém, ajudando muitas bruxas a escapar. Ele é uma espécie de espião. – disse Althea, orgulhosa.
- Vocês devem ir agora. – pediu ele, cortando o clima de alegria. – Ouvi pessoas comentando na vila sobre algumas forasteiras que foram vistas hoje e...
- Oh não! – exclamou Althea, nervosa.
- Fique tranqüila, meu amor. – disse Anthony segurando as mãos dela. – Já me assegurei de que essa conversa não chegue aos ouvidos da Inquisição. Mas voltem para casa. Não devem ser vistas andando em um grupo tão grande assim...
Althea e Anthony se beijaram mais uma vez. Um beijo longo, de um casal que acabava de se reencontrar após dias...
- Agora, vão! – pediu ele.
- Que a Grande Deusa continue te orientando, meu querido! – pediu Althea.
Ele fez que sim com a cabeça, subiu no cavalo e partiu, enquanto as dolls, Melissa e Althea continuaram seguindo viagem pela estrada que as levaria para a Vila Fantasma.
Na hora do almoço, as dolls saborearam um delicioso banquete preparado pelas bruxas. As verduras compradas naquela manhã tinham sido usadas na preparação do almoço.
- Quero que descansem bastante depois do almoço. – dizia Kendra servindo-se da apetitosa comida.
- É verdade, irmã. – concordou Althea. – Elas precisam estar bem descansadas para o treinamento que faremos à noite.
- Exatamente. – disse Indra, ansiosa. – Será um treino muito importante, pois vocês aprenderão a combinar seus poderes.
- Ah! – exclamou Kimberly – Já fizemos isso no Egito...
- Pois bem, precisam aperfeiçoar, ainda mais, esse tipo de magia. – concluiu Kendra. – A combinação de poderes é algo extremamente valioso, quando feito exatamente certo.
Assim que as dolls e Melissa terminaram de almoçar, subiram para o quarto em que estavam hospedadas e cada uma deitou na sua cama.
- Nossa! Acho que comi demais! – disse Melody alisando a barriga.
- Eu também exagerei um pouco... – confessou Kimberly, rindo.
- Eu não comi muito... – revelou Melissa. – Tô muito nervosa com esse treinamento de hoje...
- Ah, Mel, fica calma! – disse Ashley se levantando da sua cama e indo até a cama em que Melissa estava deitada. – Eu também sempre fico nervosa, mas o certo é a gente relaxar. Se ficarmos nervosas, do que adianta?
Melissa deu um longo suspiro e concluiu:
- É, Ash... Você tem razão. Vou tentar me acalmar e dormir um pouco.
- Isso! – aprovou Nicole. – Vamos todas tirar uma boa soneca para que mais tarde, estejamos bem descansadas e preparadas para usarmos nossos poderes.
E depois disso, as dolls e Melissa foram dormir. Tentavam manter a calma, porém, a ansiedade, para que a noite chegasse logo, era inevitável...


Continua no próximo capítulo...

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