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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

CAP.12 – AFLIÇÃO



CAP.12 – AFLIÇÃO



No dia seguinte, logo cedo (mais que no dia anterior), as dolls e Leo já estavam saindo do hotel. Assim como tinham combinado, eles não avisaram que iriam novamente à pirâmide. Os outros arqueólogos teriam o dia de folga e acharam que as dolls não iriam à pirâmide naquele dia.
Desta vez, todos foram num carro só. Nicole segurava a arca no colo. A arca estava coberta com um pano e dentro de uma grande bolsa, ou seja, não havia possibilidade de ninguém imaginar o que elas estavam levando ali.
- Kim!Você tá usando esse bracelete de novo? – disse Ashley intrigada.
- Hum… Nem combina com essa roupa, na minha opinião. – disse Melody.
- Ah!Mas foi o meu amor que me deu de presente. E eu quero usar sempre pra lembrar dele. – disse Kimberly suspirando. – Ai, ai… Ele tá tão longe agora… Queria que ele estivesse aqui comigo.
A doll nem imaginava que seu “amado” estaria ali no Egito respirando o mesmo ar que ela respirava.
- Kim, deixa eu ver esse bracelete mais de perto? – pediu Ashley. – Você nem deixou a gente ver…
A doll tirou o bracelete e entregou a Ashley.
Como que em fração de segundos, assim que tocou no bracelete, Ashley nem notou, mas havia sentido uma sensação estranha e havia fechado os olhos.
Ela viu em meio a imagens um pouco distorcidas, Gabriel acompanhado de duas pessoas (Martha e Thomas). Viu também que pelo cenário da sua visão, ele estava… Estava… Ali no Egito.
- Ash?Ash? – dizia Melody quase gritando.
Ashley abriu os olhos e pela sua expressão, parecia tonta.
- Pare o carro! – gritou Kimberly.
- Que foi, Ashley? – perguntou Leo.
- Acho que tive uma visão. – respondeu ela assustada. – Quando toquei o bracelete da Kimberly.
- O que tem a ver meu bracelete? – disse Kimberly séria.
- Calma, Kim! – pediu Nicole. – O que você viu exatamente, Ash?
- Desculpe, Kim… Mas eu vi o Gabriel e mais duas pessoas. Um homem e uma mulher. – disse Ashley com a mão na testa.
- Só isso? – disse Kimberly.
- E eles estão aqui no Egito. – completou a doll.
- Impossível. – disse Kimberly forçando uma risada. – Ele não teria dinheiro para vir pra cá e, além disso, ele está procurando emprego esses dias. Ash, sinceramente… Desta vez, sua visão foi ridícula.
- Mas… Eu só tô dizendo o que eu vi. Não estou inventando. – disse Ashley aumentando o tom da voz.
- Estamos quase chegando à pirâmide. Por favor, não briguem agora. – e dizendo isso, Leo voltou a dirigir e retomou o caminho.
Assim que o carro parou, eles desceram e foram diretamente à pirâmide. Leo as guiou rapidamente até o mesmo lugar do outro dia, mas desta vez, com a arca na mão, Leo podia realmente interpretar o que estava faltando na mensagem.
Enquanto ele desvendava cada símbolo, as dolls iam passeando pela tumba.
- Cuidado onde pisam!Lembrem do que o Leo disse. – avisou Jessica.
- É mesmo. A gente vê tanto isso nos filmes né? As armadilhas das pirâmides… – comentou Melody.
Kimberly estava separada da Ashley no momento em que passeavam. As duas terminaram se isolando depois da visão de Ashley.
- Meninas… Vocês não podem ficar sem se falar. Que besteira! – disse Nicole tentando ajudar.
- Besteira?Besteira é acusar o namorado da outra… – começou Kimberly com uma cara amarrada.
- Besteira é ser chamada de mentirosa! – berrou Ashley.
As duas com certeza iam partir pra briga se não fossem interrompidas por Leo chamando:
- Meninas!Venham aqui, agora!
Elas foram correndo ver o que Leo queria. Ele estava com um bloco de anotações na mão e uma cara de espanto.
- Que foi, amor? – perguntou Jessica assustada.
- Há muita coisa por trás dessa lenda… – começou ele perplexo.
- Como assim? – perguntou Kimberly.
- Muita coisa… Coisas que eu nem imaginava… – continuou Leo.
- Fala logo! – pediu Melody.
- Vejam. Aqui diz que a arca concede o poder dos quatro elementos à escolhida. – disse ele com uma voz rouca.
- Sim. Isso nós já sabemos. – disse Nicole aflita.
- Mas… O que vocês não sabiam, nem eu… É que se a arca cair nas mãos de uma escolhida de alma negra, a arca concede os poderes elementais também. Só que poderes para serem usados para o mal. – completou Leo.
- Mas… Não entendi por que se preocupar… A arca está conosco. E a gente não vai usar os poderes para o mal. – disse Ashley.
- Eu sei, eu sei… É que isso nunca foi dito na lenda. Estou impressionado. – disse ele.
- Calma, Leo. Tudo bem. – disse Jessica abraçando ele.
- Nic, será que você poderia abrir a arca agora? – pediu ele. – Acho que dentro contém algumas inscrições também e eu queria dar uma olhada.
- Tudo bem. – e dizendo isso, Nicole que naquele dia estava usando o Cristal de Etafa, abriu a arca. Esse era o primeiro dia no Egito que Nicole usava o cristal. Nem no dia da viagem ela usou para não chamar atenção. Como os arqueólogos estavam sempre por perto, ela evitava usar para que eles não percebessem nada de incomum, já que todos conheciam a lenda.
Dentro da arca saiu uma luz mais ofuscante que a da primeira vez em que foi aberta.
O que ninguém esperava é que a luz, juntamente com algum fenômeno Elemental fosse tomar conta de toda a tumba, gerando um estrondo e logo em seguida, sentiram as paredes tremerem.
- Meu Deus! – gritou Ashley tropeçando e caindo no chão.
Imediatamente, uma chuva de destroços começava a cair. Era pedra para tudo quanto é lado, enquanto as paredes ainda tremiam freneticamente.
- Cuidado! – gritou Kimberly para Melody.
Se a baby doll não desviasse, iria receber uma pedrada na cabeça que certamente iria rachar ao meio.
Alguns segundos mais e tudo cessou.
Todos tossiam sem parar. Com o desabamento, uma onda de poeira tomou conta da pirâmide. Ninguém quase conseguia enxergar nada.
- Todas estão bem? – gritou Leo.
- Ah não! – gritou Nicole. – A arca! Sumiu!
- Como? – gritou Melody vindo na direção dela.
- Com o desmoronamento eu perdi a arca. – dizia Nic procurando pelo chão para ver se encontrava a arca.
Com toda a confusão, as dolls foram separadas pelas pedras que caíram e formaram uma espécie de barreira.
Leo,Nicole e Melody ficaram presos num canto enquanto Jessica e Ashley ficaram em outro lugar.Já Kimberly ficou desacordada e sozinha em outro canto.Todos estavam separados.
- Ei!Todas estão bem aí? – perguntou Nicole em voz alta.
- Do outro lado do muro de pedras, Nic ouviu a voz abafada de Jessica:
- Sim. Estamos bem. Eu e a Ashley estamos aqui. Só alguns arranhões, mas nada de mais.
- A Kimberly está ai também né? – perguntou Melody.
- Não!Ela não está ai? – perguntou Ashley.
- Não! – gritou Nicole desesperada.
As dolls começaram a gritar por Kimberly sem parar, até que ouviram um gemido forte de dor vindo de uma direção.
- Kim? Fala com a gente! – gritou Jessica.
- Minha perna… - e Kimberly urrou de dor. – Não to agüentando de dor.
- Ah meu Deus!Ela tá ferida! – dizia Ashley quase chorando.
- O que a gente faz? – gritou Nicole.
- Eu acho que vou ter que ligar para alguém da equipe. – disse Leo para Melody.
- Tá dando sinal? – perguntou Nicole.
- Sim. – e dizendo isso, Leo foi diretamente para o primeiro número que veio no celular. Como a lista vinha em ordem alfabética, o primeiro nome que veio foi: Daniel. E foi pra ele que Leo ligou.
- Alô?Leo? – disse Daniel.
- Daniel!Graças a Deus!Precisamos de ajuda. Estamos naquela pirâmide e houve um desabamento. – dizia Leo ofegante.
- Meu Deus!
- Estamos presos. Mas a Kimberly está ferida.
Ouvindo isso, Daniel sentiu um enorme desespero ao saber que Kimberly estava mal.
- Já estou indo. - e desligou o telefone.
Daniel saiu o mais rápido que pôde, pegou o carro e foi em direção a pirâmide. Era para ele ter avisado aos outros arqueólogos, mas ele estava tão nervoso por sua amada estar em perigo, que nem sequer lembrou.
Daniel entrou rapidamente na pirâmide e foi correndo em direção a tumba. De longe, ele já havia avistado bastantes pedras caídas. Foi andando apressadamente e de longe avistou um corpo caído no chão. Era Kimberly.
- Kim! – ele gritou correndo sem parar, na direção dela.
Daniel passou tão apressadamente pelo estreito caminho, que nem notou quando seu braço passou arranhando na parede e ativou uma das armadilhas da pirâmide.
Uma chuva de flechas veio na direção de Daniel, que só teve tempo de se abaixar, mas mesmo assim, recebeu em cheio uma flechada na perna direita.
Ele respirou fundo e tirou a flecha da perna. Mesmo morrendo de dor, ele foi mancando até Kimberly.
- Kim!Fala comigo! – dizia ele dando tapinhas no ombro dela.
Ela abriu os olhos que se encheram de lágrimas.
- Me ajude. Eu… Minha perna… – dizia ela olhando fundo nos olhos dele.
Daniel viu que a perna da doll estava esmagada por um enorme pedaço de pedra. Ele tirou a pedra e viu a perna da doll bastante ferida.
- Tome. Beba. – disse ele ajudando ela a se sentar e dando a ela uma garrafa de água.
Enquanto ela bebia a água, Daniel pegou em sua mochila um kit de primeiros socorros e limpou o ferimento da doll. Em seguida, rasgou a manga da sua camisa e amarrou na perna dela bem no lugar do ferimento.
- Isso vai ajudar a estancar o sangue. – disse ele.
- Daniel, sua perna…
- Calma… Tá tudo bem – mentiu ele.
- Como vamos sair daqui? – perguntou ela.
- Nós estamos liberados para sair. Mas o pessoal está preso. O desabamento fechou todas as passagens para fora da pirâmide, menos essa.
- E agora? – disse Kim com os olhos marejando.
- Calma!Vai dar tudo certo. – e dizendo isso, Daniel não se conteve. Ele estava tão próximo de Kimberly que podia sentir sua respiração no rosto dele. E levado pelo momento, Daniel beijou a doll.
Kimberly ficou sem ação na hora. Ela não queria beijar ele, não podia… Mas terminou se entregando.
- Desculpe. – disse Daniel com a cabeça baixa.
Kimberly não respondeu. Ainda estava confusa com tudo o que estava acontecendo.
- Fique aqui. Eu vou tentar arrumar alguma coisa pra tirar o pessoal de lá. – disse ele meio que tentando fazer a doll esquecer o beijo.
- Daniel? – gritou Leo. – É você?
- Sim! Estou aqui. Já ajudei a Kim. – disse Daniel.
- Como vamos sair daqui? – perguntou Nicole.
Daniel tentou mover umas pedras, mas terminou piorando a situação, já que as pedras quase caíram em cima dele e praticamente nada mudou.
- Gente!Eu não sei como vou tirar vocês daí! – gritou Daniel nervoso. – Acho que vou ter que chamar ajuda.
- Nossa!Tá ficando bastante abafado aqui. – disse Ashley tossindo sem parar. – Acho que estou ficando sem ar.
Jessica ouvia cada palavra ao seu redor. Cada detalhe ficava em sua cabeça: Kimberly ferida, Ashley ficando sem ar, Leo preso com as outras em outro lugar, Daniel em pânico querendo pedir ajuda…
De repente, ela foi tomada por uma onda de energia que se misturaria com o nervosismo, o medo, a coragem e a aflição que sentia naquele momento e então Jessica sentiu suas mãos vibrarem compulsivamente. Sem saber direito o que fazer, mas certa de que aquela sensação de câimbra nas mãos não era à toa, a doll ergueu as mãos para as pedras que estavam ao seu redor.
Instantaneamente, as pedras começaram a levitar uma a uma. Logo havia uma aglomeração de pedras voando no ar e Jessica pôde notar que já conseguia ver Leo, Melody e Nicole.
Os outros olhavam assustados para Jessica. Ela estava séria. Parecia estar possuída por uma divindade egípcia. A doll continuou fazendo as pedras levitarem a ponto de, desta vez, conseguir localizar Kimberly do outro lado da tumba juntamente com Daniel.
- Corram!Saiam daqui! – gritou Jessica enquanto equilibrava as pedras no ar.
- Mas e você? – perguntou Leo.
- Saiam daqui!Agora! – ordenou ela.
Daniel não entendia nada do que estava acontecendo. Ele não sabia mais se era um sonho ou realidade.
Os seis saíram correndo da tumba. Daniel pegou Kimberly nos braços, já que a doll não estava com condições de andar. E mesmo ele ainda mancando, arranjou forças para isso.
Já do lado de fora, os seis ainda não acreditavam que tinham conseguido sair. Mas ainda faltava uma: a Jessica.
- Eu vou buscar ela. – disse Leo nervoso.
- Não!Ela mandou a gente vir pra cá! – disse Ashley.
- E se desabar tudo? – disse Nicole. – Ela vai ficar ferida.
De repente, ouviu-se um estrondo. Certamente as pedras tinham caído novamente e Jessica poderia estar…
- Nããããããão! – gritou Leo caindo de joelhos no chão. Ele começou a chorar.
Todos ficaram paralisados. Ninguém acreditava no que tinha acontecido.
- Eu vou lá! – disse Leo já chorando.
Mas antes que ele pudesse pisar os pés na entrada da pirâmide, todos viram uma cena inacreditável: Jessica vinha andando calmamente com um ar triunfante, como se fosse uma deusa. Ela estava viva.
As dolls começaram a chorar, mas de emoção. Até Daniel chorou um pouquinho, mas discretamente. Ele era um pouco tímido.
- Jessica! – Leo correu para abraçar ela. Ele a beijou sem parar. Um beijo misturado com lágrimas.
Jessica virou os olhos para cima e desmaiou.
- Jessica! – as dolls correram para ver o que tinha acontecido.
- Ela ainda tem pulsação. Está bem. – disse Leo.
- O que aconteceu? – disse Daniel ainda sem entender tudo aquilo.
- Deve ter sido o poder. Ela nunca o usou para fazer algo tão grandioso. – comentou Nicole com Melody.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou Daniel assustado.
- Calma, Daniel!Tem muita coisa que você precisa saber… – disse Nicole. – Iremos te contar tudo.
- Mas antes, vamos levar a Jessica ao hospital. – disse Leo.
E eles seguiram para o hospital mais próximo para levar Jessica que ainda estava desacordada.

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