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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CAP.12 – ANSIEDADE


As dolls estavam mais do que surpresas ao ver Melissa e ela, nervosa também.
- Melissa! – exclamou Ashley ainda surpresa. – Poxa! Que bom te ver...
Ao perceber que algumas dolls tinham bolsas à mão, Melissa sentiu que elas talvez estivessem de saída.
- Vocês estão de saída? – perguntou Melissa, tentando parecer calma.
- Sim. – adiantou-se Kimberly. – Digo, não, não... Estávamos de saída, mas... Agora não vamos mais sair.
- Ah... – disse Melissa, pensativa. Ela sentiu que era por causa dela que as dolls não iriam mais sair. – Me desculpem, eu não queria vir sem avisar antes, mas...
- Não te demos nosso telefone né? – disse Melody, rindo. – Tudo bem, não se preocupe.
Melissa sorriu enquanto Nicole voltava da cozinha.
- Melissa! – disse Nicole indo para a direção de Melissa e a abraçando. – Fico feliz que você tenha vindo, pois estamos mesmo precisando falar com você...
- Sério? – estranhou a bruxa. – Pois... Eu também estou precisando falar algo com vocês, mas... – Melissa deu um discreto olhar para Leo, que estava sentado.
- Ah! Não tem problema, Mel. O Leo sabe sobre a gente... – disse Jessica sorrindo. - Sente-se. – pediu Jessica, educadamente.
Após sentar-se, Melissa não perdeu tempo e começou a contar às dolls a sua premonição.
- E foi muito, muito estranho... – continuava Melissa, sem parar. – Por que eu nunca tive uma premonição assim... Só sonhos premonitórios, mas foi exatamente isso que eu vi: a Nic saindo do corpo dela.
- Melissa... – começou Nicole, séria. – Nós já sabemos disso, desde ontem.
- Já? – Melissa ficou confusa. – Então essa premonição já aconteceu? Que estranho...
- Ao que tudo indica, também podemos ter visões do passado. – adiantou-se Ashley. – E não só do futuro.
- Sei... – disse Melissa com a mão no queixo. – Bom, e o que vocês queriam me falar.
- Além de a gente querer uma explicação melhor para o novo poder da Nic... – começou Kimberly, séria. – Queríamos saber se esse novo poder tem alguma relação com a viagem ao passado e... Devemos voltar ao passado?
Melissa parou por um momento e pensou.
- Bom... – começou ela, confusa. – Projeção astral é um poder muito bom. – e ela deu um olhar sério para Nicole. – Agora, o engraçado é que eu não me lembro de esse poder estar associado diretamente aos poderes Elementais...
- Pois é. – concordou Leo, sério. – Eu também não me recordo de nada em toda lenda egípcia que falasse disso.
- Mas eu me refiro a esse poder associado à bruxaria e não à magia egípcia. – continuou Melissa. – Mas, como meu livro tem muitas páginas faltando... Eu não posso afirmar muita coisa sobre esse poder estar ligado, ou não, aos poderes Elementais.
O livro o qual Melissa se referia, era um antiqüíssimo livro herdado por ela. Ela sabia que o livro havia pertencido a sua mãe, avó, bisavó, ou seja, toda a linhagem de mulheres da sua família.
- Algum de vocês assistiu à série “Charmed”? – perguntou Melissa sorrindo.
Ashley, Jessica e Kimberly levantaram as mãos.
- Pois é... – continuou Melissa. – Lembram do Livro das Sombras que as irmãs Halliwell usavam? O livro que eu falei que tenho é mais ou menos como o livro delas.
Nicole, Melody e Leo, que não tinham assistido à série, ficaram um pouco perdidos. Já Kimberly, Ashley e Jessica, ficaram fascinadas ao ouvir o que Melissa dissera.
- Claro que meu Livro das Sombras é mais fininho que aquele. – concluiu Melissa. – Mas não pelo fato de minhas ancestrais não escreverem muitos feitiços e, sim, pelo fato de terem sido arrancadas muitas páginas ao longo do tempo.
Ninguém falava nada. Todos estavam concentrados nas palavras de Melissa.
- Meu pai nunca conseguiu me explicar o motivo dessas páginas terem sido arrancadas e... O motivo real da morte da minha mãe. – continuou ela. – Isso tudo ainda é um mistério pra mim... Um mistério que eu pretendo resolver, mas... – e ela deu um longo suspiro. – Voltando à sua pergunta, Kim, eu acho que seria uma ótima ideia retornarmos ao passado. Assim, a gente pode falar com as bruxas e ver se elas sabem alguma coisa sobre o novo poder da Nic.
- Combinado! – disse Melody, animada.
- Vai ser bom... – disse Nicole, vagamente.
- Temos que decidir o dia que vamos ao passado. – começou Ashley, pensativa. – E determinar mais ou menos a hora pra isso... Para que ninguém estranhe o nosso sumiço.
- Exatamente. – concordou Melissa.
Após mais algum tempo conversando, Melissa e as dolls decidiram que iriam fazer a viagem ao passado no dia seguinte, pela tarde, já que Melissa teria escola pela manhã.
- Então tá tudo combinado né? – reforçou Nicole. – Amanhã, por volta das cinco da tarde, nós vamos ao passado.
Melissa e as outras dolls confirmaram que sim com a cabeça.
Após uma noite mal-dormida de tanta ansiedade, Melissa finalmente pôde perceber que já era hora de levantar para ir à escola. Sim. Já era terça-feira, para sorte dela.
Ela tomou banho, escovou os dentes, se arrumou e tomou café de uma maneira tão rápida como ela nunca havia feito antes. A bruxa estava mesmo ansiosa para que chegasse logo a tarde daquele dia.
Melissa foi uma das primeiras a chegar à escola. Os portões nem haviam sido abertos ainda. Ela aproveitou que a escola estava vazia e sentou num banco para estudar um pouco. Ela pensara em ir à biblioteca da escola, mas estava tão cedo que nem a moça que tomava conta da biblioteca havia chegado ainda.
Após mais algum tempo, os outros estudantes começavam a chegar à escola e lotavam os corredores. O silêncio foi acabando e dando lugar ao comum barulho de conversa entre os estudantes.
- Hei,Mel! – dizia a voz de Anne vinda entre os alunos, no corredor.
- Oi,Anne! Bom dia! – disse Melissa fechando o livro de Biologia que estivera tentando ler antes.
- Bom dia! – disse Anne bocejando. – Nossa! Você já tá estudando é? – e ela riu.
- Ah... Eu tava aqui tentando ler, mas... Nada demais. – disse Melissa, pensativa. – É porque eu cheguei aqui umas seis da manhã e...
- Seis?! – assustou-se Anne. – Seis da manhã foi a hora que eu acordei! Tá doida, Mel? Por que madrugou assim?
Melissa riu da cara da amiga.
- Eu... Não sei... – mentiu ela. – Não consegui dormir muito bem hoje. Terminei levantando mais cedo que o normal.
- Hum... Sei. – disse Anne rindo. – Mas e aí? Teve notícias do John?
Melissa tinha contado à amiga todas as informações possíveis para Anne.
- Bom... Desde domingo que eu não vejo ele. – disse Melissa se lembrando do momento em que ele acariciara suas mãos, na sorveteria.
- Ai, ai... – disse Anne cruzando os braços. – Sei não viu? Esses garotos que somem assim...
- Mas será que ele não... – começou Melissa, preocupada. – Será que ele não gostou de mim?
Antes que a pergunta de Melissa fosse respondida, o sinal da escola acabara de tocar, indicando o início das aulas.
- Vamos pra sala, Mel! – adiantou-se Anne. – Depois a gente conversa sobre o John.
- Tá certo. – disse Melissa vagamente.
Um bom tempo depois, enquanto as dolls ainda dormiam, Melissa não conseguia mais se concentrar na aula. Estava muito ansiosa para voltar ao passado com as dolls.
- E é assim que se iniciou o conceito da Biogênese. Lembram disso, não? – perguntava a professora que acabara de revisar um assunto, na sala de aula.
A maioria dos alunos concordou que sim.
- Mel! – sussurrou Anne para Melissa, que não respondeu. – Mel!
- Que foi? – disse Melissa assustada.
- Eu é que pergunto! O que foi que houve com você? – disse a amiga ainda sussurrando. – Você tá viajando legal na aula...
- Melissa e Anne, por favor... – disse a professora de Biologia numa voz mais firme que antes. – Meninas, prestem atenção à revisão desse assunto. É importante...
- Desculpa, professora. – disseram Melissa e Anne quase que na mesma hora.
Depois de ser chamada pela professora, Melissa tentou ficar ligada o máximo possível não só na aula de Biologia, mas na de Inglês e também na de Matemática.
As dolls acordaram quase onze horas da manhã e, no momento, tomavam um rápido café.
- Meninas... Essa vida da gente já tá me deixando mal-acostumada. – disse Melody rindo. – Todo dia agora acordando tarde, sem show pra fazer...
- Eu já tô ficando com saudades da correria do dia a dia. – disse Nicole enquanto mexia o café vagamente com uma colherzinha.
- Eu também... – concordou Jessica, tristonha.
- Pelo menos temos alguma coisa pra nos preocupar enquanto estamos de férias. – disse Kimberly, animando-se enquanto passava geleia na sua torrada. – E eu não vejo a hora de Melissa chegar pra gente ir ao passado.
- Ai! Nem me fale... – concordou Ashley. – Também tô bastante ansiosa.
Mais um tempo depois, por volta das onze e meia da manhã, finalmente as aulas de Melissa terminavam. Enquanto ela e Anne caminhavam pelos corredores da escola, conversavam sobre as aulas.
- Nossa! – resmungava Anne revirando os olhos. – Parece que o tempo congelou na hora da aula de Matemática hoje.
Melissa riu.
- Não acabava nunca! – insistiu Anne, rindo, enquanto elas já chegavam perto da saída do colégio.
- Eu adorei a aula de Inglês, como sempre. – comentou Melissa, animada.
- E tem como não gostar daquela aula? – dizia Anne ajeitando a boina verde na cabeça.
- Pois é... – começou Melissa, enquanto saíam do portão da escola. – A aula da professora Smith é simplesmente... – mas Melissa não conseguiu terminar a frase, pois algo maior chamara sua atenção.
O que chamara a atenção de Melissa foi alguém que ela não esperava encontrar ali, do outro lado da rua, em frente ao colégio: John.
John ainda não tinha visto Melissa. Ele olhava atentamente para os lados, esperando encontrá-la.
- Anne! – exclamou Melissa ainda do outro lado da rua. – Ah, meu Deus! Ele tá ali!
- Quem, menina? – perguntou Anne, confusa.
- O John! – exclamou Melissa começando a ficar vermelha.
Em fração de segundos, Anne localizou John e, na mesma hora, John finalmente as localizou também. Ele acenou, em seguida, para Melissa.
- Vamos atravessar a rua e... – começou Melissa, nervosa.
- Não, senhora! – disse Anne, rindo. – Eu vou pra minha casa e você, vai ver seu futuro namorado. – e Anne dava risinhos.
- Mas Anne... – Melissa sentiu-se insegura.
- Mel, eu não quero atrapalhar vocês dois. – disse Anne dando uma piscadela para a amiga. – Até amanha viu? Aliás, mais tarde eu te ligo! Tchau!
Antes que Melissa pudesse contra-argumentar, Anne já havia saído da sua frente. O sinal abrira e Melissa atravessara a rua.
Melissa sentiu seu rosto queimando de nervoso, mas abriu um largo sorriso ao chegar perto de John e abraçá-lo em seguida.
- Como você sabia... – começou Melissa, envergonhada.
- Onde você estudava? – completou John rindo. – Esqueceu que a gente conversou sobre isso? Você me disse onde estudava... E eu te disse que minha escola é perto da sua.
Melissa corou mais ainda. É claro que ela havia dito a ele, mas ela estava tão nervosa que acabara se esquecendo.
- Então... – começou John dando um pigarro. Ele também parecia nervoso. – Vamos dar uma volta?
- Ah... Eu... Sim, vamos. – disse Melissa, confusa.
Os dois andavam lado a lado. A princípio, calados, mas depois, começaram a conversar. John colocou a mão direita no ombro de Melissa enquanto andavam.
- E como foi hoje nas aulas? – perguntou John, inseguro.
- Bom... Foi tudo bem. – Melissa deu um sorriso envergonhado.
No momento, eles passavam por um bonito parque, repleto de árvores, onde algumas crianças brincavam sob o sol. Apesar do horário, o sol estava fraco e uma leve brisa brincava com os cabelos de Melissa. Eles sentaram num banco embaixo de uma velha árvore.
- Então, Mel... – começou John olhando para o céu e tentando pegar um fôlego para começar a falar. – Eu quis tiver hoje porque...
Houve um momento de silêncio entre os dois.
- Bom... – disse John dando um longo suspiro. – Eu não sei como começar... – e ele coçou a cabeça. – É que... Desde domingo ou desde o primeiro momento que te vi, no sábado, eu... – e ele respirou fundo mais uma vez. – Não consigo parar de pensar em você.
Melissa sentiu um arrepio percorrendo-lhe o corpo. Ela sentiu que, sim, John gostava mesmo dela.
- Eu... Eu também ando pensando muito em você. – disse Melissa, sem jeito.
- Mel... – começou ele, repetindo o ato do domingo e pegando as mãos dela. – Você é uma menina inteligente, educada, simpática, divertida e, além disso, é incrivelmente linda.
Melissa disse um “obrigada” tão baixo que John nem escutou.
- Mel, eu... Eu tô gostando mesmo de você. – concluiu John, por fim.
Ela engoliu em seco. O sentimento havia sido correspondido, já que ela também estava gostando de John.
Os corações de Melissa e John tinham seus batimentos mais acelerados que o normal e como por um ato automático, os dois foram se inclinando, um para frente do outro e os rostos se tocaram. Eles deram um longo beijo enquanto Melissa segurava o rosto de John e ele, acariciava os cabelos dela.
Para Melissa, aquele havia sido o momento mais lindo da sua vida e para John, havia sido o melhor beijo que dera em toda sua vida.
Os dois pararam de se beijar por um instante. Ambos estavam corados. Sorriram e,em seguida,voltaram a se beijar.
Melissa estava mais do que feliz. Havia encontrado um amor de verdade, um garoto que a valorizava e via nela as melhores qualidades possíveis. Somente com os beijos de John, Melissa iria acalmar a ânsia pela viagem ao passado, que tanto almejava em fazer, ainda, naquele mesmo dia.

Continua no próximo capítulo...

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