- Ash? – dizia Nicole, acabando de descer as escadas e encontrando a loura na sala, sentada no sofá, bastante pensativa. Nicole deu um grande bocejo e continuou. – Quem foi que ligou agora? O telefone tava tocando né?
Ashley, a princípio, pareceu não ouvir a voz de Nicole. A loura estava bastante concentrada em seus pensamentos.
- Ash? – tornou a dizer Nicole assim que se aproximou da loura. – Ashley?
Só então a loura acordou dos pensamentos e, encarando bem a face de Nicole, começou a chorar. Nicole sentou-se no sofá e abraçou a amiga.
- O que foi, Ash? – perguntava Nicole, preocupada.
Ashley enxugou as lágrimas e respirou fundo.
- Ai, Nic... – dizia Ashley segurando as lágrimas que insistiam em cair novamente. – É tanta coisa que tá aqui na minha cabeça...
- Poxa, Ash... O que é que tá te incomodando? – perguntava Nicole enquanto alisava o braço da amiga.
- Eu andei pensando... – começou a loura, séria. – O que as bruxas falaram sabe?
- Sobre você ter a visão?
- É... Tenho medo de não conseguir e...
- Ash! Você vai conseguir sim! – Nicole a encorajava.
- Eu espero que sim... – disse Ashley dando um longo suspiro.
- E então? Quem era no telefone? – Nicole tornou a perguntar.
- Ah! Pois é... Esse é outro problema. – começou Ashley pondo a mão na testa. – A Robin!
- A Robin? – Nicole não entendeu.
- Ela tá doida pra saber o nome da loja que você “comprou” o cristal de Etafa. – dizia Ashley ainda com a mão na testa.
Nicole então se deu conta do tamanho do problema. O que era pra ser uma simples desculpa, havia se transformado num problema gigante.
- E agora? O que vamos dizer a ela? O que você disse? – perguntou Nicole, assustada, levantando-se do sofá e começando a andar de um lado para o outro.
- Eu disse que eu tava sonolenta e que não lembrava o nome da loja. – começou Ashley se levantando também. – Mas eu disse que depois a gente iria ligar pra dizer...
- Hum... – Nicole pensava a mil por hora. – E se a gente contasse à Robin sobre tudo? Era uma forma de se livrar desse problema...
- E ganhar outro! – adiantou-se Ashley, séria. – Nic, foi isso que eu tava conversando com o Gabriel nesse instante... Acho que quanto menos gente souber sobre nossos poderes, melhor. Não é por opção nossa que escondemos os poderes do Lewis, do Kenny e do Alex... É por uma questão de proteção.
Nicole parou de andar por uns segundos e pensou em Lewis.
- É... Você tem toda a razão. – concordou Nicole. – Não devemos envolver mais gente nisso... Pode ser perigoso.
- Perigoso? O que é perigoso? – dizia a voz de Lewis vindo em direção à sala. As meninas nem haviam percebido que ele estava se aproximando.
Nicole ficou paralisada ao ver Lewis sem camisa e de calça jeans.
- Então, amor? – insistiu ele. – O que é perigoso, Nic?
Nicole continuava congelada. Não sabia o que dizer. Seria o momento certo de contar sobre os poderes?
- É... Eu... – começou Nicole se atrapalhando nas palavras.
- A Nic tava me dizendo que pode ser perigoso deixar o Chris solto. – disse Ashley rapidamente.
Nicole sentiu-se aliviada ao ouvir a bela desculpa de Ashley.
- O papagaio né? – disse Lewis rindo.
- Isso! – Ashley sorriu. – É que eu queria deixar ele fora da gaiola, mas a Nic disse que pode ser perigoso... Ele pode fugir né?
- Bom, eu não entendo muito de papagaios, mas... É, acho que sim. – disse Lewis, cruzando os braços.
Nicole sorriu.
- Então a senhora me larga na cama e nem me chama né? – começou Lewis chegando mais perto de Nicole e fazendo de conta que iria dar um beijo nela, mas na verdade, começou a fazer cócegas nela.
- Bom, eu vou lá em cima... Acordar o Kenny. – disse Ashley saindo da sala e deixando Nicole e Lewis brincando de fazer cócegas um no outro.
Enquanto isso, na casa de Melissa, Janet havia terminado de dar o almoço ao marido e, agora, estava sentada na mesa junto a Melissa.
Melissa estava gélida por dentro. Não podia ficar inventando mil desculpas pra sair de perto de Janet e evitar que ela tocasse no assunto dos remédios.
- O que é? – perguntava a madrasta olhando para Melissa que não havia tocado na comida ainda.
- Acho que estou sem fome... – mentiu Melissa olhando para o prato cheio de comida.
Janet revirou os olhos.
- Pois você vai comer! – disse ela com uma voz rude. – Depois fica aí sem se alimentar e a culpa sobra pra mim.
Melissa pensava sem parar. Ela podia inventar que preferia almoçar no quarto. Mas até quando evitar o contato com Janet? Ela não iria agüentar isso...
- Janet... – começou Melissa, séria. – Ontem de manhã quando você me viu ali em cima do banco, perto da estante... Eu...
- Shh! – disse Janet fazendo um gesto com a mão para ela encerrar a fala. – Não precisa se explicar, querida. Eu sei que você estava querendo limpar a estante. – e ela deu um falso sorriso. – E isso me deixa feliz sabia? Significa que você é mesmo uma menina muito prestativa.
Melissa, que havia ousado colocar uma colher de comida na boca, quase engasgou ao ouvir a madrasta dizer aquilo. Aquela não era a verdadeira Janet. Que máscara era essa que ela usava agora? Estava bancando a boazinha?
- O que foi? – perguntou Janet com seu falso ar inocente. – Você prefere ir comer no seu quarto? Pode ir... Não se incomode comigo.
Melissa aproveitou a chance que teve, pegou o prato e foi direto para o quarto. Na sala, Janet lançava um olhar maléfico para o lugar onde Melissa estava sentada antes. Em seguida, Janet lançou um olhar à estante, onde estavam os remédios, e sorriu sarcasticamente. Era de se esperar que os comprimidos que faziam o pai de Melissa adoecer não estivessem mais lá e, sim em outro lugar.
Em seu quarto, Melissa quase não conseguia comer direito. Ela só pensava em Janet. O que Janet estava querendo com aquele falso ar de boazinha? Os pensamentos de Melissa foram interrompidos pelo toque do celular que vibrava na mesa do computador.
- Hum... Deve ser a Anne. – disse Melissa a si mesma enquanto pegava o celular. Assim que ela checou o visor do celular, se espantou ao ver o nome “John” piscando. – John? – Melissa ainda estava surpresa.
John, ainda no MSN na noite anterior, tinha dado o número do celular para Melissa e ela, fizera o mesmo.
Melissa não hesitou mais e atendeu.
- O-oi... – disse ela, nervosa.
- Oi, Mel! Tudo bem né? – perguntava ele do outro lado da linha.
- É... Sim, tudo bem.
- E aí? Que você tá fazendo agora?
- Bem, eu tô almoçando...
- Ah! Desculpa! Eu ligo depois então...
- Não! Que nada... Não tem problema. Pode falar.
- Bom, é que eu tava pensando... – começou ele, sem graça. – Hoje é domingo... E que tal se...
Melissa não respondeu. Estava esperando John concluir a frase.
- Que tal se a gente saísse pra tomar um sorvete, conversar... – concluiu ele.
Melissa engoliu em seco. É claro que ela queria ir. Além de ser uma ótima oportunidade de conhecer melhor o John, ela iria se livrar de Janet.
- Ótimo! – disse Melissa, animada. – Seria ótimo...
- Então... Eu posso passar em sua casa pra gente ir junto?
- É... Sim.
- Então me passa seu endereço direitinho.
Enquanto Melissa explicava o endereço a John, as outras dolls já haviam terminado de levantar e os rapazes também.
- Acordamos muito tarde! – dizia Jessica, bocejando, olhando o relógio em seu pulso.
- É porque dormimos tarde... – concluiu Leo, rindo.
- E o nosso café-da-manhã virou almoço já! – comentou Kimberly rindo.
No momento, todos estavam sentados à mesa da sala, que era maior que a da cozinha.
- Você dormiu bem né, meu lindo? – perguntava Melody encostando a cabeça no ombro de Alex.
- Sim... Dormi sim. – dizia ele, envergonhado, coçando a nuca.
Apesar de já namorar Melody há certo tempo, era a primeira vez que Alex tinha dormido ali, na casa das dolls. Ele se sentia um pouco deslocado. Mesmo Melody dizendo que não se importava com isso, ele se sentia meio chateado por saber que não tinha uma condição financeira tão boa.
- Ai, ai... – dizia Nicole, suspirando. – O show ontem foi muito lindo!
- Com toda a certeza! – completou Gabriel. – Foi o melhor show que vocês já fizeram. Estavam lindas! Principalmente minha bonequinha aqui... – e dizendo isso, Gabriel pegou Kimberly pelo queixo e beijou-lhe a boca.
- Oh! Que fofo! – exclamou Ashley, rindo.
Kimberly corou na hora.
Depois do almoço, à exceção de Leo, os rapazes foram embora.
- Ai, ai... – dizia Nicole, assim que fechou a porta, se dirigindo para o sofá. – Nossa! – e sentou-se no sofá. – Tô cansada! – e ela bocejou.
- Ainda bem que temos o dia todo pra descansar... – disse Melody se espreguiçando.
E o telefone tocou bem na hora.
- Ah, não! Deve ser a Robin! – disse Ashley, nervosa.
Antes de almoçarem, Ashley havia chamado as outras dolls e contado sobre a agonia de Robin em descobrir o nome da falsa loja onde Nicole comprara o cristal.
- E agora? – dizia Melody, preocupada. – Nem olhamos ainda alguns nomes de lojas...
- Calma, gente! – disse Nicole, tentando assumir o controle da situação.
- Vamos fingir que não tem ninguém em casa... – sugeriu Kimberly, apesar de já estar ficando irritada com o contínuo som do telefone tocando.
- Não, não, não! – disse Jessica indo até a mesinha em que ficava o telefone e pegando a lista telefônica. Depois disso, ela puxou uma cadeira e atendeu o telefone.
As dolls ficaram paradas, sem saber o que fazer. Ninguém esperava que Jessica estivesse com tudo sob controle. Nem Leo entendeu a calma da namorada.
- Oi, Robin. – disse Jessica numa voz aparentemente calma. – Hã? Ah! O nome, endereço e telefone da loja que a Nic comprou o cristal? Ah! Sim, certo... Espera só um minutinho que vou pegar aqui.
E Jessica abriu calmamente a lista telefônica na parte de Lojas de Bijuterias e começou a olhar firme para a página. Jessica fechou os olhos e foi percorrendo o dedo indicador pela página. Depois que ela parou, viu que o dedo estava em cima do nome de uma loja chamada “Trinket World – O mundo das bijuterias”.
- Robin? – começou Jessica tentando segurar o riso. – O nome da loja é Trinket World...
- O mundo das bijuterias? – disse Robin, incrédula, do outro lado da linha.
- É... Isso mesmo! – Jessica fazia força pra não rir. – Você já conhece?
- Eu não acredito que a Nic comprou aquele cristal lindo lá... Uma vez fui nessa loja, mas era tão... Como dizer? Popular... E tinha umas peças com aspecto de segunda mão.
Jessica tapou o telefone com a mão para que Robin não a escutasse e deu uma alta gargalhada.
- Que foi? – perguntaram algumas dolls em coro.
Ninguém estava entendendo. Obviamente a loja que Jessica escolhera nunca ia ter uma peça legítima como o cristal de Etafa.
- Jessica? – dizia Robin do outro lado da linha. – Jessica?
- Ah! Oi, Robin! – e Jessica não agüentou mais prender o riso diante da voz de Robin.
- Do que você está rindo? – perguntou Robin, confusa.
- Nada... – e Jessica continuou rindo sem parar. – É um programa que tá passando aqui na televisão.
- Ah! Bom... Eu vou dar uma passada lá na Trinket World amanhã. Depois ligo pra vocês pra contar como foram minhas compras.
Assim que desligou o telefone, Jessica continuou rindo. Algumas dolls também riam, pois tinham entendido o que tinha acontecido.
- O que foi isso tudo? Não entendi. – disse Leo, confuso.
- Ela deu o nome de uma loja que a gente nunca foi... – dizia Melody sentando-se no chão de tão fraca que estava, de tanto rir.
- E ela acreditou? – perguntou Nicole, séria.
- Ela disse que já foi nessa loja e que não tinha gostado muito. – começou Jessica dando uma pausa para rir mais. – Ela não entendeu como uma peça tão linda como o cristal estaria numa loja daquelas.
Algumas dolls riram ainda mais, enquanto Nicole e Ashley continuaram com expressões preocupadas.
- E se ela se invocar com isso? – perguntou Ashley, pensativa.
- Ash! A Robin não vai mais perturbar a gente com relação a isso... Com certeza. – disse Jessica dando uma piscadela para a amiga.
Logo a tarde chegou, e na casa de Melissa, ela já estava arrumada, esperando John chegar.
A campainha tocou e Melissa correu pra atender. Para azar dela, Janet havia chegado primeiro.
- Quem é você? – perguntou Janet encarando John da cabeça aos pés.
- É meu amigo! – exclamou Melissa, nervosa, chegando junto à porta.
- Vão sair agora? – perguntou Janet em um falso tom amigável. – Seu pai sabe disso?
- Bom, eu... – Melissa começou a se enrolar. – Não... Mas não tem problema. Nem vamos demorar muito mesmo.
Janet encarou Melissa com um velho olhar conhecido, mas continuou seu fingimento de madrasta boazinha.
- Tudo bem, querida. Pode ir, não se preocupe. – disse Janet, por fim.
Melissa nem respondeu e puxou John pelo braço.
Assim que dobraram a esquina da rua da casa de Melissa, John ainda confuso perguntou:
- Ela não é sua mãe, é?
- Não... – disse Melissa com um olhar vago. – Minha mãe morreu quando eu ainda era pequena... Depois meu pai se casou com essa mulher terrível.
- Entendo... Vivo com um padrasto, mas ele até que é legal. – disse John tentando animar Melissa.
- Sorte sua... A Janet às vezes se finge de boazinha, mas é uma cobra!
- Bom, a sorveteria fica a duas quadras daqui. – informou John rindo.
Assim que chegaram à sorveteria, o garçom sugeriu que eles pedissem salada de frutas com uma bola de sorvete em cima. Eles toparam e logo estavam saboreando, cada um, uma deliciosa taça de salada de frutas que, por cima, apresentava uma cobertura de morango, uma bola de sorvete e mais cobertura de morango.
- Nossa! – dizia Melissa enquanto apreciava o sorvete. – Muito bom! Nunca tinha misturado as duas coisas... – e ela sorriu.
- Salada de frutas com sorvete? Nunca? – John riu mais ainda. – Eu sempre peço isso.
Por uns segundos, os olhares dos dois se mantiveram constantes. A troca de olhares entre os dois estava realmente intensa e só foi interrompida graças à bola de sorvete de John que começou a derreter e a escorrer pela taça, melando sua mão.
- Opa! – disse ele parando de olhar nos olhos de Melissa e rindo ao ver sua mão suja.
- Ah! Normal... Acontece! – disse Melissa rindo também.
Os dois terminaram a salada de frutas e ficaram conversando por muito tempo. O tempo passou tão rápido e eles nem se dariam conta que já eram quase cinco e meia da tarde, se Melissa não visse no visor do celular.
- Caramba! Vai dar cinco e meia! – exclamou ela, rindo. Só nesse momento foi que ela percebeu o céu começando a escurecer. – O tempo passou rápido...
- É... Dizem que as horas passam rápido quando a gente se diverte né? – disse John rindo. – E eu me diverti muito com você, Mel.
Melissa ficou tensa. Achou que John ia puxá-la pra lhe dar um beijo, mas ela sentiu que ele não era um garoto desse tipo. Ele era mais educado, simpático, inteligente e bonito do que qualquer outro garoto que ela já vira em seu colégio.
- Eu também me diverti muito com você, John. – disse Melissa, nervosa.
Ele pegou as mãos dela e as acariciou.
- Espero te ver em breve. – disse ele sorrindo. – Gostei de você...
- Eu também. – disse Melissa, envergonhada.
Realmente não era ainda ali que eles dariam o primeiro beijo, mas Melissa sentiu que estava mais próximo do que se imaginava.
Algumas horas depois, na casa das dolls, Ashley tentava ensinar Chris a cantar “When I Grow Up”. A loura estava na área da piscina e tinha soltado Chris da gaiola. Ele estava no ombro dela. Kimberly e Melody acompanhavam a aula em meio a risos.
- Vamos, Chris! – insistia Ashley, rindo.
- Pussycat Dolls! – exclamava o papagaio com a voz embolada.
Na sala, Jessica, Leo e Nicole assistiam a um interessante documentário sobre animais aquáticos. Nicole aproveitara o intervalo do programa e correu até a cozinha para preparar alguma coisa para eles comerem.
- Pipoca? – falava Nicole para si mesma. – Não... – e ela subiu no banco da cozinha para abrir o armário. – Esses salgadinhos aqui... Hum... Não...
Após alguns segundos mais, Nicole decidira fazer pipoca de microondas mesmo. Abriu o saquinho e colocou dentro do microondas, esperando agora, dar o tempo certo. Enquanto os grãos estouravam lentamente, Nicole pegou duas latas de refrigerante, três copos e levou até a sala.
- Ainda tô esperando terminar de fazer a pipoca. – disse a morena assim que colocou as latas de Coca e os três copos na mesinha de centro.
Nicole voltou para a cozinha, impaciente. Parecia que o tempo no visor do microondas corria mais lento. Alguns minutos depois e Jessica gritou seu nome:
- Nic! O programa começou! Vem logo!
E no exato momento, o microondas finalizou o processo soltando um longo apito. Nicole sentiu a necessidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ela precisava pegar a pipoca, mas precisava também ver o programa. O que fazer então? Uma confusão mental se estabeleceu dentro do cérebro dela a ponto de Nicole sentir um arrepio percorrendo todo o corpo. Quem visse a cena, na cozinha, veria Nicole baixar a cabeça para frente, como se tivesse dormindo em pé. Nesse mesmo instante, Nicole se viu ao lado de Jessica, na sala.
- Uai! – exclamou Jessica derrubando o copo com refrigerante no chão. – Nic? Como você...?
Jessica não conseguira concluir a frase e perguntar como Nicole aparecera ali. Leo estava bem espantado e, por um momento, ver Nicole pareceu bem mais interessante do que o documentário.
Nicole simplesmente desaparecera no ar e, em seguida, estava novamente na cozinha. Assim que abriu os olhos e se viu na cozinha, Nicole teve a impressão de que estivera dormindo.
- O que foi isso? – perguntou Jessica assim que chegou à cozinha e viu Nicole parada, assustada.
- Vocês viram? – perguntou Nicole, nervosa. – Eu... Eu não entendi o que aconteceu.
- Ao que me parece... – começou Leo com a mão no queixo. – Projeção astral!
- Um novo poder? – perguntou Jessica, confusa.
- Exatamente! – concluiu Leo, sério.
- Como isso é possível? – começou Nicole, preocupada. – Eu nunca tive nenhum poder... Só as meninas que tinham poderes paralelos aos poderes Elementais, mas eu só tinha o poder de Energia.
- Talvez os poderes estejam aumentando... – sugeriu Jessica, intrigada.
- O engraçado é que eu não me lembro de... – Leo parecia confuso. – A lenda do cristal nunca dizia nada sobre o poder de projeção astral... Ou será que dizia? Bom, se for mais uma parte danificada dos escritos que estavam naquela tumba...
- Não, não e não! – começou Nicole, colocando a mão na cabeça. – Não vamos ao Egito. Já temos problemas demais, Leo.
A experiência de estar fora do seu corpo mesmo por alguns segundos havia deixado Nicole levemente tonta e confusa. Um novo poder havia sido manifestado em Nicole e ela começava a se preocupar com a situação.
Continua no próximo capítulo...
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