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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CAP.21 – PERSISTÊNCIA



Enquanto Melody comemorava a volta do seu poder, graças ao treinamento feito com Willa, Ashley treinava novos exercícios com Diana.
- Não, Ash. – disse a bruxa, calma. – Tente se concentrar mais.
- É... Esse é sempre o problema. – disse Ashley, chateada. – Concentração...
Diana tinha posto um pouco de água, do lago, num velho balde e tinha pedido à Ashley para retirar a água do balde apenas usando seu poder. Ashley tinha feito a água sair do balde quase como uma pequena explosão, mas não fora dessa maneira que  Diana havia lhe proposto. Ashley não tinha precisado tirar a roupa, pois já tinha feito seu rito de iniciação na noite anterior.
- Vamos tentar mais uma vez. – disse Diana indo até o balde e apanhando um pouco mais de água para que Ashley refizesse o exercício.
Enquanto isso, Jessica recebia todas as orientações de Indra. A ruiva se chateou bastante quando soube que teria que tirar a roupa para fazer seu ritual de iniciação.
- Tudo bem então. – disse a bruxa, por fim. – Deixo você ficar só com o capuz.
- Tá bom... – disse Jessica, baixinho.
Jessica não estava totalmente satisfeita com a decisão da bruxa, mas pelo menos não teria que ficar completamente nua. Assim como Kimberly, Jessica ganhara o direito de usar ao menos o capuz em seu ritual.
- Pronta? – perguntou a bruxa, já de costas, só esperando ouvir a confirmação de Jessica.
- Pronta. – disse Jessica puxando o capuz de modo a cobrir-lhe melhor o corpo.
- Então vamos começar. – disse Indra, séria.
Jessica sentiu suas mãos um pouco trêmulas.
- Feche os olhos e sinta o ambiente. – pediu a bruxa, com voz firme.
- Certo. – disse Jessica fazendo o que a bruxa pedira. A doll começou a sentir cada vez mais o frio que invadia seu corpo nu. Sentiu o chão coberto de folhas secas e gravetos. Ouviu o farfalhar das árvores e o canto dos grilos. Parecia que nada a incomodava mais naquele momento, nem o fato de estar sem roupas, só usando o capuz. Tudo estava na mais perfeita sintonia.
- Como se sente? – perguntou a bruxa, séria.
- Me sinto... – disse Jessica, ainda de olhos fechados. – Como se meu corpo estivesse em equilíbrio com a natureza.
- E é exatamente assim que é pra ser. – disse a bruxa em tom de alegria. – Vejo que você conseguiu completar essa primeira parte do ritual, de primeira! Muito bem!
Jessica surpreendeu-se com o resultado.
- Agora, vamos continuar. – disse a bruxa, empolgada. – Faremos agora o exercício que estimulará o contato com seu poder Elemental, TERRA.
- Hum... Entendi. – disse a doll, ansiosa.
- Então, é o seguinte... – disse Indra respirando fundo. – Repita esse encantamento: “Sob a luz da lua, invoco meu elemento, TERRA”. Lembre-se de ficar de olhos fechados e de abrir os braços.
Jessica fechou os olhos mais uma vez, abriu os braços, respirou fundo e se concentrou bastante.
- “Sob a luz da lua, invoco meu elemento, TERRA”. – disse a doll numa voz firme.
Aparentemente nada havia acontecido, porém, segundos depois, não só Jessica como Indra, começaram a sentir alguns tremores vindos do chão. Além disso, Jessica sentia uma estranha sensação em seu peito. Era uma sensação boa, de felicidade: era a manifestação do seu poder.
- Indra! – exclamou Jessica, abrindo os olhos, nervosa.
- Calma, Jessica! É o seu poder! – disse a bruxa tentando acalmar Jessica e a si mesma. – Feche os olhos, outra vez, e se concentre.
Jessica tornou a fechar os olhos e sentiu os tremores, que vinham do chão, ficando cada vez mais fortes. Indra teve a impressionante visão da força do poder de Jessica: do chão da floresta, começaram a surgir pequenas, mas grossas, raízes que foram se elevando no ar e se contorcendo até que, segundos depois, duas grandes e altas árvores estavam lado a lado de Jessica. As árvores pareciam tão grandes e vistosas como as outras. Jessica havia criado duas novas árvores em meio à escura floresta.
A doll, ao abrir os olhos, estranhou estar entre duas árvores, que não se encontravam ali antes.
- Indra... – murmurou Jessica, admirada com a força do seu poder.
- Terra é realmente um poder adorável. – comentou a bruxa, emocionada.  
- Então... Já está concluído o meu ritual? – perguntou Jessica, confusa.
- Não, não, não, querida. – disse a bruxa rapidamente. – Ainda falta mais um exercício.
Jessica não respondeu.
- Vamos estimular, agora, seu poder agregado ao poder Elemental. – começou a bruxa, pensativa. – A sua Telecinésia.
- Aah! – exclamou Jessica, animada. – Ótimo!
- Basta você se concentrar, claro, e repetir esse encantamento: “Invoco o poder Elemental da Terra para que me ajude a usar o poder de telecinésia a mim concedido.”
Jessica precisou de alguns minutos para fixar a frase em sua mente.
- Pronto. – disse a ruiva para si mesma. – Lá vai! – e ela fechou os olhos. - “Invoco o poder Elemental da Terra para que me ajude a usar o poder de telecinésia a mim concedido.”
- Agora, experimente erguer esses pequenos galhos, aqui no chão. – disse a bruxa apontando numa direção onde o chão estava cheio de galhos secos e retorcidos.
A doll ergueu o braço direito na direção que a bruxa pediu e mexeu o braço na tentativa de fazer os galhos levitarem. Jessica não havia se concentrado o bastante, por isso, nada aconteceu.
- E agora? – perguntou Jessica, sem jeito.
- Bom, vamos tentar mais uma vez. – disse Indra, séria. – Diga as palavras de modo mais firme e seguro.
- Vou tentar. – disse a doll dando um longo suspiro. - “Invoco o poder Elemental da Terra para que me ajude a usar o poder de telecinésia a mim concedido.”
Dessa vez, Jessica sabia que tinha dado certo, pois sentira a mesma sensação de antes. Seu poder parecia ter sido convocado outra vez, só que, agora, focado na telecinésia.
- Tente outra vez aqui. – disse a bruxa apontando, novamente, para a direção, no chão. – E tente usar seu olhar como fonte da telecinésia. Segundo o livro, canalizar o poder através das mãos é mais complicado ainda.
- Hum... – Jessica se lembrava que das vezes que usara seu poder, a maioria tinha sido com as mãos. Se as dolls não ficassem tanto tempo sem usar os poderes, talvez ainda tivessem experientes. Mas como elas poderiam saber, depois da grande batalha no Egito, que ainda continuavam com os poderes?
A doll mirou seu olhar na direção dos galhos, no chão. Em seguida, ela mexeu a cabeça para a direita e, incrivelmente, os galhos foram empurrados magicamente para a mesma direção.
- Muito bem, Jessica! Conseguiu! – disse a bruxa batendo palmas.
- Mas será que eu não devia tentar com as mãos também? – disse Jessica, ansiosa.
- Claro. Tente à vontade. – disse a bruxa, animada.
A doll estendeu a mão direita na direção dos galhos, no chão, e fez um movimento brusco em direção à esquerda. Os galhos não se moveram, assim como na primeira vez.
- Jessica, querida, talvez seja melhor treinar a canalização do seu poder através das mãos, numa outra hora. – disse a bruxa calmamente.
Jessica baixou a cabeça, frustrada. Antes, ela conseguia fazer isso...
- Não. – disse Jessica numa voz firme. – Vou tentar mais uma vez. Só mais essa vez. Se eu não conseguir...
- Tudo bem então. – disse a bruxa, compreensiva.
Jessica fechou os olhos e tentou se concentrar o máximo que pôde. Ela já estava usando seu poder de telecinésia, só que através do olhar. Ela queria, agora, usar o poder através das mãos, como antes.
A doll estendeu o braço direito na direção dos galhos e murmurava pra si mesma:
- Você consegue, Jessi... Você consegue...
Ela, então, agitou a mão, firme, para a esquerda e, enfim, os galhos voaram na direção ordenada.
- Consegui! – disse Jessica, animada.
- Excelente! – disse a bruxa, encantada. – Fez um ótimo trabalho! Gostei de ver a sua persistência.
Enquanto isso, em Nova Iorque, no presente, Leo e Gabriel já estavam mais que nervosos.
- O que a gente faz, cara? – perguntava Gabriel, tenso.
- O pior de tudo é que não há como manter contato com elas... – disse Leo, triste.
- Já tem... – disse Gabriel checando o relógio. – Nossa! Exatamente uma hora que elas estão fora.
- Já?! – espantou-se o arqueólogo.
- E agora, Leo? – perguntou Gabriel, preocupadíssimo.
- Não temos mesmo outra opção. Só esperar. – disse Leo dando um longo suspiro.
Um pouco distante dali, em Nova Iorque, Janet, a madrasta de Melissa acabava de entrar num velho e precário hotel.
- Ele está aqui? – perguntou Janet ao porteiro do hotel.
Um velho e asqueroso homem confirmou que sim.
Ela subiu até o quarto indicado e quando entrou, se deparou com um homem que aparentava a mesma idade que ela e tinha certas feições parecidas com as dela.
- Irmão! – disse Janet abraçando o homem.
- Está cada vez mais difícil te encontrar hein? – disse o estranho e misterioso homem. Usava um terno preto, era elegante e tinha os cabelos grisalhos.
- É sempre complicado sair assim no meio do dia. – disse Janet, rápida. – Aproveitei que a Melissa saiu e, assim que ouvi seu chamado, corri para cá.
- Irmã, você sabe que... – disse o homem baixando a voz. – Eles são contra os mortais, mas... – e ele a abraçou. – Janet, você é a única em nossa família que nasceu mortal e... Só me resta você, agora... Eu não iria permitir que te machucassem. Jamais!
- Eu sei, Charlie. – disse Janet segurando o choro. – Eu queria ter puxado ao lado demônio da família, mas...
- Shhh! – disse ele pondo a mão na boca da irmã. – Pare com isso. Se você nasceu mortal, não devemos contrariar as leis demoníacas...
- Mas eu sei que se eu ajudar você a ter os poderes da Melissa, os poderes Elementais, você vai se consagrar no submundo. – disse Janet, alegrando-se.
- E eu levaria você pra morar comigo, mesmo contra a vontade deles. – disse o irmão. – Eu teria autoridade suficiente para encarar qualquer um.
- Mas há de dar tudo conforme estamos planejando. – disse Janet, esperançosa. – Roubamos os poderes de Melissa, em primeiro lugar. – e ela deu um suspiro. – Em seguida, matamos aquele traste do pai dela, o Paul.
- E depois, viveremos no submundo! – disse ele, sorrindo.
- Isso! – aprovou Janet.
E os dois irmãos se abraçavam.
- Você acha mesmo que foi bom eu ter causado toda essa confusão envolvendo a viagem à Idade das Trevas? – perguntou Charlie, confuso.
- Eu achei fantástica a sua ideia. – começou Janet sentando-se na cama. – Pois envolver as Pussycat Dolls foi mais que brilhante. Só com a ajuda daquelas idiotas é que Melissa poderia ir ao passado... E se sua ideia de dedurar a ridícula Irmandade da Grande Deusa para a Inquisição funcionar... Então todas as bruxas morrerão queimadas, inclusive a mulher que gerará a primeira mulher que terá os poderes Elementais.
- Exato! – disse ele, ansioso. – E então... A nossa pobre Melissa tem grande chance de deixar de existir, só que antes disso...
- Você aparece e rouba os poderes dela! – exclamou Janet batendo três palminhas.
Os dois riram feito loucos.
- É mesmo uma pena que eu não possa roubar os poderes das Pussycat Dolls também. – disse Charlie, pensativo, ainda se recuperando da crise de risos.
- Bom... – disse Janet levantando-se da cama. – Na verdade, é só roubar o cristal não é?
- Acho que não... – disse ele, sério. – O poder delas é muito forte e muito antigo. Toda a lenda egípcia fala sobre uma arca também. Parece que é preciso ter o domínio da arca, primeiro, e em seguida, do cristal.
- Hum... Só se você enfeitiçasse a Melissa e... – começou Janet arquitetando mil planos.
- Não, não, não, irmã. – adiantou-se Charlie. – Não vamos nos preocupar com as Pussycat Dolls, pelo menos por enquanto. Nosso foco principal é ter os poderes de Melissa.
- É... Você tem razão. – Janet concordou.
No passado, Jessica, depois de ter completado seu ritual de iniciação, acabava de vestir seu longo e bonito vestido verde.
- Bom, Jessica, você ainda prefere ficar por aqui ou devemos ir pra casa? – perguntou a bruxa segurando, agora, a lamparina.
Jessica sentiu uma leve pontada de saudade no peito ao ouvir a palavra “casa”. Ela bem que queria ir pra casa, mas para a sua casa, a casa onde morava com as amigas. Ela queria ir para o presente, já estava com saudade de Leo.
- É... Sim, sim. – disse a doll, sem jeito. – Vamos pra casa.
A bruxa fechou os olhos e aspirou o ar frio.
- Hum... – gemeu a bruxa. – Pelo cheiro da noite, me parece que já está tarde. Levamos quase duas horas aqui...
- Nem parece. Passou tão rápido. – disse Jessica, surpresa.
- Vamos. – disse a bruxa. – Acredito que nossas irmãs já estejam a caminho de casa também, se é que já não chegaram.
De fato, Indra tinha razão. Kimberly e Prudence estavam sentadas no chão e apreciavam a bonita lua, pois haviam terminado o ritual antes das outras. Ashley e Diana acabavam de encerrar os exercícios. Melody e Willa, apesar de muitos exercícios feitos, também tinham conseguido completar o ritual de iniciação e já se preparavam para ir pra casa. Nicole e Kendra, porém, haviam se atrasado para o ritual, já que estavam tendo uma conversa longa, antes.
Nicole e Kendra estavam na parte mais afastada da floresta, onde havia uma pequena clareira. Naquela parte, como quase não havia árvores, a vista para a lua, no céu, era encantadoramente perfeita.
- Então foi isso... – continuou Nicole, séria. – Com toda essa agonia de vir ao passado e tudo mais, terminei me esquecendo de comentar com vocês sobre esse poder novo que se manifestou em mim.
- Isso é... Extremamente interessante. – disse Kendra, maravilhada.
Houve um rápido momento de silêncio.
- Mas... Acontece que... – começou Nicole, confusa. – Nunca soubemos nada a respeito desse poder de...
- Projeção astral. – completou a bruxa.
- Isso. – confirmou Nicole. – Nós nunca soubemos sobre a existência desse poder, nem mesmo depois de ir ao Egito e saber mais sobre a lenda do Cristal de Etafa. – e ela tocou no cristal, pendurado em seu pescoço. – E esse foi um dos motivos que nós nos animamos a voltar ao passado: além de ajudar vocês, claro, ajudar a Melissa a descobrir melhor os poderes dela e...
- Entender melhor o seu poder. – completou Kendra.
- Exatamente. – disse Nicole ajeitando o cabelo que, com o vento, ficava sendo bagunçado.
- É realmente curiosa a manifestação da projeção astral somente agora. – disse a bruxa, séria.
- Como assim? – perguntou Nicole, confusa. – Então já era pra eu ter manifestado esse poder antes?
- Bem... – disse a bruxa dando um longo suspiro. – Na verdade, sim. Creio que já li no livro a respeito desse poder. O livro informa, se não me engano, que a Grande Deusa tinha o poder de projeção astral e que era um dos mais difíceis de ser controlados.
- Nossa! – exclamou Nicole, surpresa. – Então já era pra eu ter controlado antes... Mas... Se eu nem sabia que eu tinha esse poder, como iria aprender a controlá-lo?
- Eu não te culpo, querida. – disse a bruxa sorrindo. – Esse poder é difícil de ser controlado e também, talvez você não tenha tido nenhuma situação onde precisasse estar em dois lugares ao mesmo tempo, exceto ultimamente, quando você descobriu a existência desse poder.
- Eu achava que só tinha o poder de Energia. – disse Nicole, pensativa. – Nem o Leo havia falado nada sobre isso na lenda egípcia.
- É que talvez sua projeção astral esteja mais ligada a nós, bruxas atuais, do que à cultura egípcia da magia. – disse Kendra, segura de si.
Nicole achou engraçado o fato de Kendra ter referido as bruxas da Idade das Trevas como “bruxas atuais”, já que elas estavam no passado e não no presente.
- Mas como...?
- “Há coisas na magia que não devemos questionar.” – disse Kendra reproduzindo a típica fala de Althea.
Nicole riu.



Continua no próximo capítulo...

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