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Aqui nesse blog, você pode conferir toda a Primeira Temporada Completa de Elementais e, agora, também poderá conferir a Segunda Temporada.
Pra quem não conhece, Elementais é uma fanfic, ou seja, uma história de ficção que envolve como personagens, as cantoras da banda Pussycat Dolls.
Como sabemos, a banda, hoje, se desfez. Cada cantora segue sua carreira solo, porém, nós fãs ainda mantemos um carinho pra lá de especial com cada uma das dolls e, por conta disso, eu quis escrever Elementais 2: A Idade das Trevas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CAP.8 – LOCAL DE REUNIÃO


Após andarem por cerca de uma hora, as dolls, Melissa e Althea, chegaram à casa de Kendra, local onde as bruxas se reuniam. Elas pararam em frente a uma simples casa de dois andares. Elas estavam numa pequena vila cheia de casebres. A casa de Kendra, irmã de Althea, devia ser uma das casas mais bonitas dali.
- É aquela ali! – disse Althea apontando para a casa da irmã. – Vamos!
Assim que as sete se posicionaram diante da porta da casa, Althea deu três pausadas batidas na porta, esperou alguns segundos e deu mais duas batidas rápidas. Era esse o código usado entre as bruxas para saberem se quem chegava era alguém da Irmandade ou não.
Dentro de instantes, uma mulher, que aparentava ser um pouco mais velha que Althea, abriu a porta um pouco receosa ao ver a bruxa do lado de fora com as dolls e Melissa.
- Calma, Lena! Elas estão mesmo comigo! – adiantou-se Althea.
- Oh! – disse a bruxa que se chamava Lena, pondo a mão no coração. – Que alívio! Entrem!
- Kendra não está aqui? – perguntou Althea olhando a sala.
- Não. Saiu há pouco tempo. – informou Lena.
As dolls entraram na casa e notaram a estranha decoração. Os móveis eram rústicos e de acabamento pobre. As paredes da casa eram sujas e mal conservadas. A mobília, no geral, era de um aspecto abandonado, como se ninguém morasse ali.
- Então, Althea? Quem são elas? – perguntou Lena, curiosa.
- A nossa salvação! – disse Althea olhando para cima, como se saudasse os céus.
- Venham! – disse Lena fazendo sinal para as dolls, Melissa e Althea a seguirem.
Elas passaram por um estreito corredor da casa e chegaram num outro cômodo. O cômodo aparentava ser um quarto, pela presença da cama, mas era escuro, pois não tinha janelas no local.
Lena fez sinal para Althea e elas empurraram para um canto uma velha estante. No chão, no local onde estivera a estante, uma marca era visível e, também, um puxador. A marca mostrava que ali ficava escondido um alçapão. Lena providenciou algumas velas, que estavam guardadas numa gaveta da velha estante, e as acendeu. Em seguida, ficou com uma vela e entregou as outras à Althea e a algumas dolls. Althea abriu a passagem e Lena desceu por uma longa escada.
- Vamos! – disse Althea olhando para as dolls e Melissa.
As dolls e Melissa se entreolhavam, confusas. Não era nem preciso ler mentes para saber o que elas pensavam. Todas estavam inseguras de entrar ali, embora soubessem que as bruxas não iam lhes fazer mal algum.
- Vamos. – disse Nicole, ainda insegura.
E seguindo os passos de Althea, as dolls e Melissa desceram a longa escadaria que terminava num túnel subterrâneo. O túnel era bastante escuro. A única fonte de luz vinha exclusivamente das chamas de cada uma das quatro velas que ali estavam.
- Nossa! É abafado aqui. – comentou Melody fazendo uma respiração mais forte.
- E como! – disse Jessica olhando para os lados, enquanto segurava uma vela.
- É por aqui... – dizia Althea seguindo pelo escuro túnel.
Alguns minutos depois, dentre subidas e descidas durante o extenso caminho, elas chegaram ao fim do túnel, que terminava numa porta. Ao passarem dessa porta, nem as dolls nem Melissa acreditavam no que viam. Elas chegaram numa bonita sala. A sala era iluminada por bastantes castiçais, tinha tapetes no chão, alguns espelhos nas paredes e uma grande mesa no centro. A mesa tinha dentre vários objetos, um grande livro que aparentava ser um pouco pesado. Também eram encontradas muitas estantes com vidrinhos de todos os formatos. Certamente, ingredientes para poções.
Ali, naquela sala, se encontravam no momento, mais duas mulheres, sentadas.
- Irmãs! – anunciou Althea, animada. – Tenho o prazer de lhes informar que a profecia está se realizando.
As duas mulheres levantaram-se no momento, surpresas.
- O que você está dizendo, Althea? E quem são essas que trazes contigo? – perguntou a mulher com ar nobre. Possuía um longo cabelo encaracolado.
- Essas mulheres dizem ter os poderes Elementais. – informou Althea, animada.
- Oh! Pelos poderes da Deusa! – exclamou Lena.
- Como isso é possível? – perguntou a outra mulher, que possuía cabelos negros e lisos até o ombro. – A profecia dizia que só após a Grande Deusa surgir na Terra que se iniciaria a linhagem de mulheres a apresentar todos os poderes Elementais.
- Mas... – adiantou-se Althea. – Irmãs, acreditem se quiser... Elas vieram do futuro!
Tanto Lena quanto as outras duas bruxas arregalaram os olhos.
- Isso é verdade? – perguntou Edwina, a mulher de cabelos negros e lisos, olhando na direção das dolls.
- Sim. – confirmou Nicole, um pouco sem graça. – Viemos do ano de 2009.
- Oh! – disseram algumas bruxas, de vez.
- Precisamos saber como voltamos pra casa. – disse Kimberly, baixinho.
- Mal chegaram e já querem voltar? – disse Althea, rindo. – E vejam, irmãs! Ela tem o Cristal de Etafa! – disse a bruxa apontando para Nicole.
As outras três bruxas ficaram admiradas ao ver o cristal.
- Oh! Mas esse é mesmo o Cristal de Etafa! – disse Indra, a bruxa de cabelos louros e encaracolados. – Vejam! O livro tem este desenho...
E a bruxa se dirigiu até o grande livro e o folheou. De fato, uma gravura ilustrada à mão, mostrava o desenho do cristal. O livro dizia que o Cristal era uma peça única e quase impossível de ser encontrada. Melissa deu uma rápida olhada na página do livro e viu que ele descrevia o cristal como um objeto exclusivamente ligado à magia egípcia. Era exatamente o que Melissa tinha lido uma vez num livro que herdara da mãe.
- Então és tu, ó, Grande Deusa! – disse Edwina curvando-se diante de Nicole. Indra e Lena fizeram o mesmo.
- Oh, não, não... – disse Nicole, embaraçosa. – Nós cinco somos... As Grandes Deusas. – Nicole sentiu-se poderosa ao dizer que as dolls eram as deusas.
- Como isso é possível? – perguntou Lena, confusa.
- Vou lhes explicar tudo! – adiantou-se Althea. – Sentem-se.
As bruxas levaram horas e horas conversando com as dolls e Melissa. A cada minuto elas ficavam mais intrigadas e impressionadas com a presença futurista das dolls e de Melissa.
- Essas roupas de vocês são absolutamente incríveis! – comentou Edwina, impressionada.
- Também concordo, irmã. – disse Indra admirada com as roupas das dolls e a de Melissa. – Lindamente costuradas. E o material é tão diferente não é?
- Vocês costuram muito bem. – disse Lena, empolgada.
- Ah! Não, não... – disse Nicole, rindo. – Não fizemos nossas roupas. Compramos.
- Oh! Então devem ser muito ricas! – exclamou Althea, impressionada. – Nossos vestidos, somos nós mesmas que fazemos. Pra se comprar roupas só sendo alguém de grande importância...
Um tempo depois e o assunto da conversa mudara.
- Então quer dizer que essa sala onde estamos não é exatamente subterrânea? – perguntou Melody, confusa.
- Não. – informou Lena. – O túnel que atravessamos nos leva à outra casa.
- É. – completou Althea. – E essa casa, que estamos agora, quem vê por fora, acha que é uma casa abandonada.
- Uau! Que interessante! – exclamou Kimberly, animada.
- Pois é. Então nosso local de reunião é esse. – informou Indra. – E temos duas entradas. Ou por meio da vila, de onde vocês vieram, depois atravessando o túnel. Ou por meio da Vila Fantasma.
- Vila Fantasma?! – assustou-se Melissa.
- É... Essa casa onde estamos fica localizada numa vila abandonada. – informou Lena. – Apelidaram-na de Vila Fantasma porque essa vila foi abandonada pela população depois que houve indícios de peste negra por aqui. Hoje, sabemos que não há mais peste negra nessa vila, mas as pessoas ainda acham que sim.
- Então aproveitamos o fato de a vila estar abandonada e a usamos como esconderijo e local para as nossas reuniões. – completou Edwina.
- Muito legal isso! – exclamou Ashley, empolgada.
- Então você teve mesmo a visão sobre... – começou Edwina olhando para Ashley. – Nós? Morríamos queimadas...
- É... – começou Ashley meio sem jeito. – Sim. Foi isso o que eu vi.
Houve uma pausa. Ninguém falou nada.
- Mas premonições podem ser mudadas. – completou Lena. – Sabemos disso. Só temos que... Fazer de tudo para que a sua premonição não se realize.
- Então, Althea, quantas bruxas fazem parte da Irmandade... – começou Nicole, pensativa.
- Da Irmandade da Grande Deusa, fazem parte quinze bruxas. – adiantou-se Althea. – Como vocês, agora, teremos vinte e uma. – e a bruxa focalizou seu olhar em Melissa.
- Na verdade, vinte e duas em breve! – disse Lena, sorrindo.
- Oh! – disse Indra levando a mão à boca. - É verdade! Em breve, Megan terá uma filha.
As dolls se entreolhavam, confusas.
- Sim, irmãs! – disse Edwina, animada. – Megan terá, segundo viu em um sonho, uma linda filha à qual dará o nome de Luna.
- Então será ela? – começou Melissa, intrigada. – Luna será a primeira mulher a ter os poderes Elementais?
As demais bruxas se entreolharam e ficaram admiradas com a esperteza de Melissa.
- Então talvez seja mesmo essa a nossa missão. – disse Jessica, pensativa.
- Talvez os guardas da visão da Ashley... – disse Nicole com a mão no queixo. - Se eles levarem todas as bruxas à fogueira... Eles vão impedir o nascimento de Luna.
Melissa arregalou os olhos.
- Mas se o nascimento de Luna não acontecer... – dizia Melissa com o coração batendo aceleradamente. – Então... Eu não vou mais existir, já que, eu acho que Luna é a primeira ancestral da minha família.
- Calma, minha jovem. – disse Edwina com a mais tranqüila voz. – Vamos dar tempo ao tempo.
- Mas e se for... E se for agora que vai acontecer a premonição da Ashley? – dizia Melissa, nervosa e se contendo para não derramar lágrimas.
- Ashley. – disse Althea olhando para a doll. – Você precisa dominar mais seu poder. Você tem que tentar outra premonição onde consiga ver se há alguma mulher grávida ou algo do gênero.
- Mas eu não controlo isso muito bem. – informou Ashley, chateada.
- Na nossa irmandade... – começou Indra, séria. – Nem todas nós temos poderes ativos, mas a maioria de nós conhece, e muito, todos os poderes Elementais. Ashley, eu acho que eu poderia providenciar umas “aulas” pra você. Nossa irmã, Diana, possui grande habilidade em prever o futuro.
- O problema é que Diana está viajando. – informou Lena. – Mas deve estar voltando por esses dias.
- Precisamos saber, Ashley, se na sua visão Megan corre perigo também. – disse Edwina, séria.
Ashley sentiu a enorme responsabilidade que teria dali pra frente. Ashley sentiu que a linhagem de mulheres com poderes Elementais dependeria, e muito, das suas visões.
- Mas, se no futuro a Melissa já nasceu... Pra que temos que mudar o passado, impedir a minha visão e ter certeza de que essa Luna vai nascer para seguir com a linhagem? – disse Ashley, atordoada com seus pensamentos.
- Que confusão! – exclamou Melody.
- Há coisas na magia que não devemos questionar. – adiantou-se Althea.
- Então eu vou precisar mesmo dessas aulas. – concordou Ashley, por fim.
- Excelente! – exclamou Indra. – Só precisamos esperar mais alguns dias até Diana voltar de viagem.
- Mas... Como assim “dias”? – assustou-se Nicole. – Não podemos ficar aqui por dias! Aliás, já temos muito tempo aqui e devem estar procurando por nós, no futuro.
- É verdade. – concordou Jessica, preocupada.
- Como voltamos pra casa? – perguntou Kimberly, por fim.
- Na minha opinião,vocês só voltariam à época de onde vieram após completar sua missão. – informou Althea, sabiamente. – Mas, para isso, vocês teriam que esperar mais um mês. O bebê de Megan já está pra nascer e...
- Não! – exclamou Nicole, assustada e se levantando da cadeira onde estivera sentada até o momento. – Não podemos ficar um mês aqui... As pessoas iriam se preocupar e... Meu Deus!
Na cabeça de Nicole, não vinha outra coisa senão a imagem de Lewis e seus familiares preocupados não só com seu desaparecimento, mas com o desaparecimento de todas as dolls. E o que a mídia pensaria a respeito?
- Não podemos ficar aqui esse tempo todo. – disse Ashley, preocupada.
- Contanto que vocês prometam voltar... – disse Edwina, pensativa. – Eu posso elaborar um feitiço para vocês voltarem ao futuro, no caso, o presente de vocês.
- Ótimo! – exclamou Melody, animada. – Nós prometemos voltar, sim!
- Mas, não posso garantir a total eficácia desse feitiço. – completou Edwina.
- Mesmo assim, irmã, tente! – disse Althea tentando animar a situação.
- Tudo bem. – disse Edwina indo até o livro e procurando uma página em branco.
Ela fechou os olhos e ficou parada por quase dez segundos. Abriu os olhos, pegou uma pena e a molhou num tinteiro. Em seguida, começou a escrever no livro. Passados alguns minutos e ela finalmente falou:
- Está pronto o feitiço! – disse animadamente.
- Vamos lá, garotas! Agora é com vocês. – disse Althea encorajando as dolls e Melissa.
- O que a gente faz agora? – perguntou Kimberly, confusa.
- Bom... Acho que temos que ler o feitiço pelo menos umas três vezes. – informou Melissa, insegura. Embora fosse bruxa, Melissa nunca tinha feito um grande e poderoso feitiço como um daqueles.
- Exatamente, minha jovem! – disse Lena, animada. – Proferir as palavras uma vez já seria suficiente para alguns feitiços, mas três vezes é essencialmente seguro quando se trata de um feitiço mais poderoso, como esse.
As dolls e Melissa leram as palavras escritas por Edwina, no livro, e tentaram gravar bem os dizeres. Elas fizeram esse processo de memorização durante alguns minutos.
- Estão prontas? – perguntou Indra.
As dolls e Melissa confirmaram que sim.
- Então, digam o feitiço em voz alta. – pediu Indra, séria. – E três vezes.
- Ah! E não se esqueçam de mentalizar bastante o último local em que estiveram antes de vir pra cá. – pediu Lena.
E foi o que elas fizeram. Cada uma mentalizava bastante o camarim, local onde estavam antes de pararem na Idade Média.
- Dêem as mãos! – pediu Edwina.
As dolls e Melissa deram as mãos, fecharam os olhos e começaram a recitar o encantamento em alto e bom tom.
- “Através do tempo e do espaço, nos leve ao local desejado. Que nosso destino em mente seja então concretizado.” – disseram Melissa e as dolls, ainda de mãos dadas. Fizeram isso por três vezes.
Mesmo de olhos fechados, as dolls e Melissa sentiram a mesma luz forte que haviam sentido no camarim, antes de irem ao passado. De fato, nem as bruxas agüentaram ficar de olhos abertos, pois o Cristal de Etafa irradiava uma forte luz branca. Se elas ficassem de olhos abertos, terminariam ficando cegas ou tendo sérios problemas de visão.
Após sentirem a luz ir diminuindo sua intensidade, Nicole falou, ainda de olhos fechados:
- E então, meninas? Será que chegamos?
- Althea? Lena? – arriscou Ashley em chamar as bruxas. Ninguém a respondeu.
As dolls e Melissa, enfim, abriram os olhos e, para a alegria de todas, estavam outra vez no camarim.
- Ah! Deu certo! – gritava Melody quase pulando de alegria.
- Como voltaremos? – perguntou Nicole, curiosa. – Usando o mesmo feitiço?
- Acho que sim. – disse Melissa, pensativa. Em seguida, Melissa tirou do bolso da calça a foto autografada pelas dolls, pegou uma caneta em cima da mesa e anotou as palavras do feitiço.
- Logo aí que você vai anotar o feitiço? – perguntou Melody, rindo.
- É... É um bom lugar né? – disse Melissa, rindo.
Enquanto as dolls riam com Melissa, ouviram três batidas na porta do camarim.
- Nossa! – exclamou Ashley. – Já faz horas que estamos fora! Eles devem estar preocupados...
- Meninas? – dizia a voz de Robin vinda do lado de fora. – O que está acontecendo aí? Alguma coisa séria? Vocês estão trancadas com essa fã, segundo o segurança, por dez minutos já.
- Dez minutos? – exclamou Melody, baixinho. Em seguida, olhou o relógio do camarim. – Não acredito! Essas horas que a gente esteve lá... Só se passaram alguns minutos aqui.
- Bom pra gente! – disse Jessica, aliviada, abrindo a porta do camarim para Robin.
- O que houve? – perguntou Robin, preocupada. – Lewis e os outros rapazes estão querendo logo ir ao restaurante que combinamos, para comemorar o fim da turnê e vocês estão esse tempo todo aqui no camarim.
Melissa ouvia atentamente Robin.
- Quem é essa fã? Vocês já a conheciam? – perguntou Robin, intrigada.
- Ah... Bem... – começou Nicole se enrolando na desculpa.
- Ela é... – começou Jessica, mas também se atrapalhou.
- A Melissa é prima da amiga da tia de uma vizinha minha. – disse Kimberly, freneticamente. Nem ela soube como as palavras saíram tão loucas e tão rápidas da sua boca.
- Como é? – perguntou Robin, confusa. – Ela é sua prima?
- Não! – disse Kimberly, nervosa. Como iria lembrar o que dissera antes? Ela é amiga da prima da vizinha da minha tia. – Kimberly tinha trocado tudo.
- Bom, deixa pra lá. – disse Robin, rindo. – O que importa então... É que a Melissa aqui é amiga de vocês, não é?
As dolls sorriram e concordaram que sim. Melody prendia sua risada com bastante dificuldade, pois não agüentara ver a cara confusa que Robin fizera.
- Então? Vamos ao restaurante? – perguntou Robin, animada.
- Vamos! – disse Nicole, sorrindo.
- Não quer ir com a gente, Melissa? – perguntou Ashley, carinhosamente.
- Ah! Não... Eu... – disse Melissa, pensando em Anne, na hora. – É que eu tô com uma amiga lá fora me esperando. – informou Melissa.
- Ah! Então chama ela também. – disse Jessica, sorrindo. – Só vocês duas a mais não vai ter problema, não é Robin?
Robin sorriu, concordando que sim.
Só então a imagem do pai veio à cabeça de Melissa.
- Acho que preciso voltar pra casa. – disse Melissa, séria. – Meu pai anda doente e eu preciso estar lá para dar assistência a ele.
- Entendo. – disse Nicole. – Mas o convite permanece viu?
- É... – concordou Ashley pegando uma folhinha de papel e anotando o endereço da casa das dolls. – Tome. É o nosso endereço. Apareça pra nos fazer uma visita. E leve sua amiga se quiser.
- Obrigada! – disse Melissa, animada, guardando o endereço no bolso.
Melissa abraçou todas as dolls e, por fim, Robin. Assim que saiu do camarim, Melissa não via a hora de encontrar Anne e contar o momento que tivera com as dolls. Claro que ela teria que segurar a emoção e não contar a melhor parte: a viagem ao passado. Melissa contaria apenas que tirou foto com as dolls e ganhou autógrafos.
- Hei! – exclamou uma voz masculina perto de Melissa. Ela andava tão distraída em seus pensamentos que quase não ouviu.
Assim que se virou, Melissa viu John, o garoto que tinha emprestado a câmera para que Melissa tirasse uma foto com as dolls.
- Oi! – disse Melissa, sorrindo.
- Sou o John. Eu estava lá no camarim com as dolls e... – dizia ele, corando.
- Eu sei. Se não fosse por você... – disse Melissa, nervosa. – Obrigada.
- Ah! Que nada... Não precisa agradecer. Aqui. Meu MSN.
Melissa guardou o pedaço de papel em outro bolso da calça. Já bastava pra ela ter nos bolsos, a foto autografada das dolls e o endereço da casa delas. Agora, mais uma coisa para guardar: o MSN do John.
- Me adiciona tá? – pediu o menino, sorrindo. – Aí eu te mando a foto.
- Claro, claro. – concordou Melissa.
- Tchau, então... – disse ele, envergonhado.
- Tchau. – disse Melissa, sorrindo.
E ela continuou andando pelo extenso corredor que terminaria do lado de fora do local do evento.
- Mel! – exclamou Anne, pondo a mão no coração. – Nossa! Fiquei preocupada! Você demorou tanto...
- Calma, Anne! Tá tudo bem. – informou Melissa.
- E aí?! Me conta tudo! Como elas são assim de pertinho?
- São incrivelmente lindas... Foi maravilhoso o momento com elas. Foi... Foi mais do que eu sonhava. – disse Melissa enquanto lembrava as horas na Idade Média.
- E pegou autógrafo? – perguntou a amiga, ansiosa.
- Sim. Aqui. – disse Melissa mostrando a foto autografada.
- Que é isso? “Através do tempo e do espaço...” – começou Anne sem entender.
Foi nesse exato momento que Melissa se lembrou que tinha anotado o feitiço ali.
- Ah! Isso é... – dizia Melissa se enrolando. – Uma futura música que a Nic tá compondo. Mas não mostra a ninguém tá? Ela me pediu segredo...
- Que perfeito! Já tá amiga íntima das dolls hein? – disse Anne, animada.
Enquanto as amigas conversavam, as dolls se preparavam para ir ao restaurante e comemorar o fim da turnê. Aquela noite com certeza não seria mais a mesma nem para Melissa nem para as dolls. Uma simples viagem ao passado havia mudado muitas ideias e muitas coisas: uma amizade fora construída entre Melissa e as dolls; Melissa descobrira coisas a respeito da sua linhagem; Ashley se sentia insegura por ter a missão de prever o futuro sobre a bruxa Megan. Uma simples viagem havia mudado mesmo muitas coisas...



Continua no próximo capítulo...

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